Na Estante
Tem música e livros pra dedéu!
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Na Estante é um espaço reservado para todos que desejam saber o que ando “comprando”, “ganhando” ou “roubando” de livros.
Como ficaria impossível registrar o passado, vou adicionar as principais “aquisições” em 2007 e manter uma lista atualizada a partir de janeiro de 2008.
Seria um prazer ter seu comentário sobre as obras aqui encontradas ou dicas de leituras, cds, dvds, exposições, artes…
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LITERATURA - 2008
JUNHO
Em junho li os seguintes livros:
- A Insustentável Leveza do Ser - Milan Kundera (que comentei neste post)
- A Hora da Estrela - Clarice Lispector - (comentado aqui)
MAIO
Em maio li os seguintes livros:
- A gente se acostuma com o fim do mundo, de Martin Page (que comentei neste post aqui).
- A Obscena Senhora D, Hilda Hilst (uma releitura, comentado aqui).
- Senhor Proust, Célest Albaret (LEIA AQUI)

ABRIL
Em abril li os seguintes livros:
- Ensaios de Amor, Alain de Botton
- Madame Bovary, Gustave Flaubert
- Cartas a um Jovem Poeta, Rilke
- A Queda, Albert Camus
- O Mago, Vladimir Nabokov - É impossível falar do russo Nabokov sem se lembrar de Lolita, seu escandoloso sucesso de 1955. O Mago, escrito em 1939 em Paris, é considerado a “primeira palpitação de Lolita”, um rascunho, uma prévia do que seria seu grande sucesso. O Mago é um homem de quarenta anos, rico e refinado, solitário, que mantém um desejo lascivo por meninas pré-adolescentes. Um dia, numa praça - provavelmente em Paris - ele vê uma garota ruiva de doze anos e se encanta por ela. Dotado de níveis e sentidos múltiplos, numa escala interminável de culpa, moral, sensualidade, suspense e horror, ler o Mago não é o mesmo que ler Lolita.
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MARÇO
OS SOFRIMENTOS DO JOVEM WERTHER - GOETHE
Escrito em 1774, o primeiro romance de Goethe, escritor alemão que marcou os primeiros passos do romantismo. É autobiográfico, embora com nomes e lugares trocados, e escrito em primeira pessoa. Tem conteúdo essencialmente psicológico e trata de um amor malsucedido em que o protagonista se mata após o fracasso de sua pretensão sentimental. O que acho mais engraçado é que o livro sendo escrito em 1774 (!!!) mostra que sofrer por amor continua sendo muito contemporâneo…
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O ESTRANGEIRO - ALBERT CAMUS
Escrito em 1957, é o mais popular dos livros do francês (que na verdade nasceu na Argélia). A história conta a vida de Mersault, condenado à morte por matar um árabe a troca de nada, e marca também as desventuras de um homem do século XX. Uma espécie, segundo Arthur Dapieve, de autobiografia de todo mundo.
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VÔO NOTURNO - A. DE SAINT-EXUPÉRY
O Francês Saint-Exupéry, além de escritor de um dos mais famosos livros “O pequeno príncipe”, foi também ilustrador e piloto da Segunda Guerra Mundial. Suas obras são intensamente marcadas pelo assunto aviação. Em o Vôo Noturno faz descrição da trágica aventura de um dos pioneiros da aviação, a história se passa numa época em que o serviço noturno era ainda problemático, e dependia muito da ousadia e da perícia do piloto. Dizem os “especialistas” que o livro é uma poesia em forma de romance.
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TRÓPICO DE CÂNCER - HENRY MILLER
Como tantos escritores que emigraram para a Paris da década de 20, o norte-americano Henry Miller experimentou na capital francesa tudo o que há de bom e ruim. Narrado em primeira pessoa, o Trópico de Câncer, publicado em 1934, conta a realidade dos bulevares da cidade, pensões baratas, bebedeiras, cafés ordinários e a convivência com uma multidão de artistas e intelectuais igualmente desenraizados e sem dinheiro. Miller, que também é famoso por seu romance com Anaïs Nin, foi acusado de pornográfico e obsceno, e hoje o livro é considerado um dos mais intensos testemunhos literários de uma geração que mergulhou de cabeça na vertigem do século 20.
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PERSONAS SEXUAIS - CAMILLE PAGLIA
A ítala-americana Camille Paglia conseguiu provocar o tremor de maior impacto dos últimos anos na escala Richter da intelectualidade norte-americana. Personas Sexuais: arte e decadência de Nefertite a Emily Dickinson, seu livro de estréia, é um ensaio que analisa a representação literária em termos de sexualidade desde os primórdios da civilização ocidental até o fim do século XIX.
FEVEREIRO
Os diários de Sylvia Plath - 1950-1962 - Mais um do gênero Cartas, Diários…. Esse estava querendo ler há algum tempo, tenho um carinho especial pela loucura e genialidade da senhora Plath. Como ele tem mais de 800 páginas, espero me concentrar nele por um período. (em fevereiro).
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Memórias de Minhas Putas Tristes - Gabriel Garcia Márquez. Eu sei, é uma falha gravíssima eu ainda não ter lido esse livro. E, como estou num momento de inspiração latina, resolvi pegá-lo à laço. Esse é bem tranquilo para ler, curtinho e agrádavel.
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Obra Poética V - Cancioneiro - Fernando Pessoa. Esse na verdade eu já li, mas, fui afastada dos meus livros na fogueira da inquisição (separação) e não consegui recuperá-los. Alguns estou readquirindo. E, ajuda no sono…. para eu dormir inspirada.
JANEIRO
- Vale Tudo - Tim Maia
Autor: Nelson Motta
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- O Movimento Romântico
Autor: Alan de Botton
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- O Passado
Autor: Alan Pauls

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Literatura 2007 - livros lidos
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Tête-à-Tête - Simone de Beauvoir e Jean Paul Sartre
Autor: Hazel Rowley
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Capote
Autor: Gerald Clarke
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O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha (nova tradução)
Autor: Miguel de Cervantes
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As Mentiras que os homens contam
Autor: Veríssimo
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Não Entendo Nada de Vinho, mas sei do que não gosto
Autor: Simon Woods
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Fabulário Geral do Delírio Cotidiano
Autor: Charles Bukowski
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Memórias de uma Moça Bem Comportada
Autor: Simone de Beauvoir
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Cartas a Nelson Algren - Um amor Transatlântico 1947-1964
Autor: Simone de Beauvoir
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Na Força da Idade
Autor: Simone de Beauvoir
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Tudo Paris
Autor: Giovanna Magi
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Travessuras da Menina Má
Autor: Mário Vargas Llosa
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Os Franceses
Autor: Ricardo Corrêa Coelho
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Madame Bovary (edição comemorativa 150 anos)
Autor: Gustave Flaubert
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Formação de Platéia em Música
Autor: Clarice Miranda e Liana Justus
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A vida sexual de Catherine M.
Autor: Catherine Millet
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17 Comentários
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Algodão doce...
Tulipas Vermelhas....
Sapatilhas...
Morango com leite-moça...
Joaninhas...
Vinicius de Moraes...
Vinho...
Minha loja preferida...
Unhas Vermelhas....
Presilhas Tic-Tac...
Paris...
Música...
Rouge Royal, de Marina de Bourbon...
Andar de mãos dadas...
Lua Cheia...
Livros.... muitos.....
Deitar na grama....
Edu Lobo...
Chocolate.... muito....
Mademoiselle, da Coco Chanel...
Receber e enviar cartas...
Céu azul...
Cafézinho...
Borboletas...
Beijos roubados e dados...
Filme Antes do Pôr-do-Sol
Arco-Iris...
Amor Amor, da Cacharel
O Fabuloso Destino de Amelie Poulain...
Água, pra beber e para banhar...

Parece que agora K. encontrou uma fórmula bacana da gente interagir e falar de produtos culturais. Entretanto, como o blog em si é uma ferramenta injusta. O formato de página permite que ele não saia do nosso alcance. Eu me sinto com uma ponta de responsabilidade não pela solução dela, mas porque enchi o saco sobre as atualizações literárias. Pretendo roubar essa idéia e fazer alguma coisa assim também ( se ela permitir).
Claro que eu e ela não lemos exatamente as mesmas coisas, mas posso comentar um ou dois livros.
CAPOTE - excelente biografia. Lendo esse livro voc^}e conhece a tragetória de um homem complicado, de um país em ebulição e sua contribuição literária.
TRAVESSURAS DA MENINA MÁ - Um bom romance, mas distanciado das melhores obras de Vargas Lhosa.
NA FORÇA DA IDADE - Um livro imperdível pela pujança de sonone de Neuboir.
MADAME BOVARY - de Flaubert. Um clássico é sempre um clássico.
Tête-à-Tête - Simone de Beauvoir e Jean Paul Sartre - um livro muito interessante que nos ajuda a compreender um pouco mais a relação dos dois.
O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha (nova tradução) - Mais um clássico. Eu diria o clássico dos clássicos. Quem não leu Cervantes não leu nada.
Bom, os outros livros eu não li. Mas se essa menina leu, devem ser bons
Beijo
Gostei da idéia.
Adoro dicas de leitura.
Vejamos por onde começo… rsrsrs
Beijos!
Nossa……..que moça culta!
Beijos!!!
Oi K., legais as dicas de livros, comecei o ano com um clássico…Eu, Robô, do Isaac Asimov
Valeu por me linkar,
Abraços
quando já é uma tradição de família, isto é, uma transmissão espontânea através de gerações, o que ocorre particularmente em famílias abastadas e tradicionais, o hábito de ler muito é natural. Mas quando a origem de tal “compulsão” é “fenotípica”, concluo que é motivada pela ânsia,
incompletude essa que não se dissipa com palavras ou adágios, nem tampouco com uma espécie de suas conseqüêcias : a imaturidade sexual. O orgulho de um fracasso é fracasso maior. Não combina com a estrutura genética que vc mostra como sua em algumas fotos. São fotos de uma mulher alta e forte, em seus altos significados.
SUGESTAO:
L’ombre du vent (la sombra del viento)
Carlos Ruiz Zafon
é daqueles que vc so solta pq acabou!
Ahhhhh boa dica!
náo li ainda.. vou procurar por aqui.
muito obrigado!!! beijo
Ei, K?…
Tem estantes lindas lá no Priorado! Vai gostar, hein?…
Caramba!!! Que idéia legal!!! Vc nao ficaria chateada se eu copiasse, né? Bjao!
Que tal dar um comentário sobre cada livro, CD, etc…?
Beijos,
Matt.
sorry, lembrei das sua estante depois do email enviado, rs
CARTA A D. - História de um amor | de André Gorz
Tradução e notas: Celso Azzan Jr.
Posfácio: Josué Pereira da Silva
Texto de orelha: Ecléa Bosi
Até o lançamento deste que foi seu último livro, o austríaco André Gorz (1923-2007) era conhecido por suas obras nas áreas da Filosofia e da Sociologia, bem como por sua atuação política nos acontecimentos de Maio de 68 na França, bem como em outros eventos marcantes do país onde se radicou.
Mas Carta a D. transformou instantaneamente seu autor num total sucesso na área da Literatura, com mais de cem mil exemplares vendidos entre França e Alemanha. O livro foi escrito para homenagear a inglesa Dorine Keir, com quem partilhou a vida por quase sessenta anos. Desde o início da década de 1990, Gorz vivia em retiro com sua mulher, que sofria, há anos, de uma doença degenerativa. Os dois viveram uma grande história de amor, companheirismo e militância, após terem se conhecido em Lausanne (Suíça), em outubro de 1947. Desde então, nunca mais se separaram.
Carta a D. é do princípio ao fim uma declaração de amor, na qual a trajetória intelectual do autor é revisitada. Discípulo de Sartre e co-fundador da revista Le Nouvel Observateur, Gorz era um crítico radical da mercantilização das relações sociais, contrário à crença no trabalho assalariado, além de ser autor de vários livros sobre ecologia. Com a proximidade da morte para Dorine, os dois se suicidaram. Seus corpos foram encontrados lado a lado em 24 de setembro de 2007.
Não sei porque tenho a impressão que você vai adorar Efraim Medina Reyes
Entre seus três livros em portugês (Técnicas de masturbação entre Batman e Robin; Era uma vez o amor, mas eu tive que matá-lo; e Pistoleiros/Putas e Dementes) você vai gostar mais de Era uma vez o amor mas eu tive que matá-lo.
Literatura colombiana.
(Não, não sou sacana a ponto de recomendar os meus livros)
gostei daqui
o livro madame bovary tem 2 dias que eu terminei
bjs
[...] Na estante [...]
putz
espero poder ler todos estes livros q aki estão listados
tlvz eu me considere mais culto dps ou tlvz um pouco mns estúpido
olá,
cheguei até aqui via Eroti-Cidades, ainda não li uma única palavra, mas sabe a sua estante me deixou encantado, voltarei para lhe falar de alguns livros que já os li e que você também e de outros…
ahh, O Fabuloso Destino de Amelie Poulain aquilo não é um filme, é um monumento!!!
bjo
[...] Na Estante [...]