
O livre-arbítrio é uma ilusão intoxicante – Paulo Francis, 1980
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Essa semana eu fui, voltei, fui de novo, retornei e cá estou – duas da manhã dessa segunda-feira – brincando de fotografar sombra na parede, depois de um susto com tamanho “descabelo”, enquanto termino um texto “sério” para entregar daqui a pouco. Se me perguntassem quantas dessas coisas eu queria ter feito, provavelmente responderia que só brincar de sombra na parede, além de mascar compulsivamente essas balinhas 7 belo que teimam em grudar em meus dentes. A frase do Francis nunca caiu tão bem: o livre-arbítrio é mesmo uma ilusão intoxicante, não? Em maior ou menor grau, a gente gosta de acreditar que tem. Tipo deus, sabe? Se ele não existe (como acho que não existe), a gente trata de inventar um e segue a vida. Não, não é uma reclamação. Minha mente e coração andam em paz. Só acho curioso esse conceito da livre-escolha contemporânea, pero no mucho. Em que momento de seu dia, da sua vida, você sente que tem realmente livre-arbítrio e, por outro lado, quando ou em que situação você percebe que ele é tolhido? Quanto a mim… é verdade, gosto de pensar que amanhã, quem sabe amanhã!, meu livre-arbítrio será um pouco mais livre. Ora ora Francis! não é que esse negócio é mesmo intoxicante…
okay, exagerei no otimismo em plena segunda-feira, né mesmo? ![]()
Mas, citando Walt Whitman: “I’m contradictory, I contain multitudes”. (pra você João! amei seu email)
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bora começar a semana? Espero “permanecer” mais (pra poder também responder vossos amados emails e comentários), do que “ir, vir, voltar”. Combinado? Combinado! Beijo, beijo…
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Porque é a música que está me fazendo companhia agora
Fogo – Capital Inicial
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Você é tão acostumada
A sempre ter razão…
Oi mocinha.
Acho que depende do que a gente entende por livre arbítrio.
Se for em termos de escolha, a gente sempre tem. Pq a gente sempre pode desistir. Livres mesmos são os mortos.
Beijos, beijos.
Concordo que sempre se pode escolher. Às vezes existem umas amarras sociais, morais, pessoais, financeiras, etc,etc,etc, que impedem o livre arbítrio, mas também é uma escolha deixar-se amarrar.No fim das contas não se trata de escolher entre um sim ou não, isso ou aquilo, o importante é saber que se pode escolher.
beijo
o comentário de vocês dois me deu vontade de escrever sobre outra coisa: renúncias.
livre-arbítrio é dicotomia pura
beijos
Oi.
começar bem a semana é coisa que me foi abortada.
Mas, tento não deixar essa tristeza me abalar… até porque, tenho que trabalhar e sorrir forçadamente para o povo mesmo querendo morrer por dentro.
Outro beijo e mais uma vez… saudade de você.
ei Bêa,
que houve hã? saudades também. Estou colocando a vida em ordem, no trabalho, mas, logo as coisas se acalmam.
beijos, muitos, porque você está precisando.
Vc me pegou num dia ruim: não há livre arbítrio não, a vida escolha pra gente… E o mais o tempo passa, o mais a gente olha pra trás e pensa: por quê?
Um bj.
Calzito,
eu nem preciso estar num dia ruim para achar que a vida escolhe pra gente, quase sempre.
eu tento me desfazer das amarras, de escolhas que não são minhas, mas é sempre tão complicado! continuo brincando de contorcionista e a vida segue.
beijo grande.
Bateu saudades de você, K.
Vi te deixar um beijo.
Me escreve qualquer dia desses, tá?
:*
ei, olha quem apareceu! Fiquei feliz!
saudades de você também amada.
beijo grande, e, passo lá no seu bloguito mais tarde!
..hum!!!!!??????????………..sabe..K….. acho….!!que…no..”fundo”…você..acredita…..na verdade,,é importante acreditar….senão…..qual seria o sentido de viver……sem saber…a razão……….
ps:”..livre são os mortos”…………..
ps: ……………beijos
beijos querida
ps:
eu acredito sempre Lucia!
sou, como meus conhecidos dizem, uma eterna otimista (às vezes, até demais!)
beijo grande. Eu acredito, sobretudo, ainda, nas pessoas.
http://freedom-pictures.com/the-illusion-of-free-choice/
rs rs rs adorei a imagem!
eu sou a “vaquinha”. em todos os sentidos..rs.rs.rs.
beijosssssssssssss
eu prefiro acreditar nesse otimismo exagerado, em plena segunda-feira…se arrastando pra quinta. rs Livre arbítrio e muita coisa que TEM que ser feita. hahahaha
Um beijo, flor.
Môzinha, saudadonas de você!
nós, as exageradas, não abandonamos o otimismo never
love.
”Esta velha angústia, esta angústia que há séculos trago em mim, transbordou da vasilha… (…) se ao menos eu tivesse uma religião qualquer!” (Fernando Pessoa) … Eu diria, na linha de Sartre, que tudo é um sem sentido imenso e que as nossas escolhas são simultaneamente livres e determinadas, sobretudo porque estamos condenados a elas, estamos obrigados a escolher, ou a ter essa ilusão… Seja como for, o fim da linha é o mesmo para todos, como sugere, de forma cómica e trágica, a imagem que o Andarilho colocou em cima… Camus, por seu turno, resumiu dizendo que a única questão verdadeiramente filosófica é o suicídio… saber se a vida vale a pena ser vivida… (tá bom p’ra pensamentos positivos numa manhã de quinta-feira???!!!…)…
http://www.youtube.com/watch?v=-L-Fg6XWT9w&feature=related
…”And when I’m lying in my bed
I think about life
And I think about death
And neither one particularly appeals to me”….
BEIJO
…e ainda sobre escolhas e ilusões…
http://www.youtube.com/watch?v=QDaCK9v8onA
ei Peixinha,
melhor impossível, especialmente quando você cita Pessoa, Sartre e Camus num mesmo comentário. Uau!
eu concordo muito com Camus e ainda filosofo com isso, enquanto decido – olha o livre-arbítrio! – minha hora. Pra mim, ainda tá valendo seguir.
beijo grande.
ahhh, nem preciso dizer que amei (e amo) Smiths, né? amo, amo, amo
e o outro vídeo é sensacional….