Pergunta capciosa

Pergunta capciosa

“A santidade não pertence à vida, foi inventada por variados inválidos que não eram capazes,
ou tinham medo de viver e, portanto, queriam torturar aqueles que sabiam viver” – (Ivan Klíma)

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Há encontros que são providenciais. Especialmente os não programados. Hoje, na Paulista, esbarrei com um amigo de anos – daqueles que me acompanhava pela noite em São Paulo e dançava em gaiolas de boates porque, pra ele, criatura gay, isso era bafão – e, pra mim, que por um erro de fabricação não nasci gay, era só mico. Whatever. E como nos divertíamos! A noite só terminava na rua Frei Caneca, quando entrávamos na Lôca ou “curtíamos” uma calçada.

Nos tornamos amigos por acaso. Numa noite no finado Clube Massivo, quando me abordou na fila para entrar. Ele, aspirante a cabeleireiro que não sabia diferenciar uma tesoura de uma navalha, um pente de uma escova, me “adotou” pelos meus longos cabelos pretos. Tinha mania de me transformar em Elvira, a rainha das trevas.  “Combina com sua personalidade” – argumentava. E eu, eu ria. Agora, me disse, ganhou status de hair style. Para mim, continua a mesma criatura querida de sempre – talvez, um pouco mais competente que há anos.

Depois de nosso papo e muitos cafés (é, o tempo passa!), me fez uma pergunta ardilosa – daquelas que já sabe a resposta. Perguntou: ”Elvira, você ainda está aí?”. Me fingi de desentendida, e ele voltou a perguntar: “se você vive uma vida que não quer mudar – porque gosta do que vive – mas, essa vida te faz perder parte do que você é – aquilo que realmente te faz viva – o que você faz? Se abandona, abandona a vida atual que gosta e te faz bem, ou, se permite viver ambas?” A pergunta é capciosa porque ele sabe que “abandonar” a vida que tenho hoje não está em questão, simplesmente porque não quero. Em contrapartida, essa vida não me permite ir além de coisas que são inerentes a mim. Em outras palavras, me inibe de experimentar mais. Me abandonar – em nome dessa vida e do que “as pessoas esperam” não é uma possibilidade concreta, e sempre me fez mal. E, quando tentei adoeci.

Restou a única alternativa com a qual sobrevivi até hoje: viver ambas as situações ainda que pareça – para muitos – “errado”. E, não me refiro a sexo. Antes fosse “só” isso. Me refiro a tudo. Sou uma senhorita ”de família”, que passa horas para preparar um carré de cordeiro no réveillon porque ama cozinhar. Que tem relacionamentos longos e felizes, que ama sua família e vive tranquila e em paz com a maioria das pessoas. Mas, que também adora experimentar a vida no que ela tem de mais inusitado – ou, como diriam outros, “grotesco e absurdo”. Como conciliar essas duas “vidas”? Há quem acredite que não é possível. Eu, ainda, estou tentando. Ora mais para um lado, ora mais para o outro. Mas, não consigo “abandonar” nenhuma das duas vidas, e, muito menos me abandonar.

Eu disse ao meu amigo: sua pergunta é capciosa, é uma provocação. Ele respondeu: “hã? capciosa, maliciosa, provocadora que adora levar às pessoas ao “erro”, às contradições, sempre foi você. Hei, Elvira, você ainda está aí?”.

Hoje fui caminhar na Paulista, pensando em encontrar “os outros” e acabei encontrando a mim. Pelo menos, uma grande parte minha. Há um trecho do livro do Ernesto Sábato, que li em dezembro, que diz assim: cada vez que Maria se aproximava de mim em meio a outras pessoas, eu pensava: “entre este ser maravilhoso e eu há um vínculo secreto”. A “Maria” – neste caso – sou eu. O “eu” que tenho abdicado muitas vezes nos últimos tempos, mas, que está sempre aqui porque temos um vínculo indissolúvel, inerente, e secreto. Meu 2012 será dedicado a recuperar a “Elvira” que mora em mim. E, sinto muito, como disse o escritor Ivan Klíma no trecho acima, quanto aos inválidos que não são capazes ou têm medo de viver. Vocês não me torturam. Afinal, para mim, a santidade também é uma invenção.

E assim começamos mais um ano. Cheio de perguntas capciosas – como não poderia deixar de ser aqui neste sítio. Você passa por esse conflito de viver duas (ou mais) vidas? Repito a pergunta do meu amigo: “se você vive uma vida que não quer mudar, mas, essa vida te faz perder parte do que você é, o que você faz? Se abandona, abandona a vida atual que gosta e te faz bem, ou, se permite viver ambas?”. 

Ah, sim… parte do projeto “O resgate do soldado Ryan, digo, Elvira” é que a criatura “Edward mãos de tesoura” picote meu cabelo. Só espero que ele não me transforme num poodle. De resto está valendo ;)

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos… beijo, beijo (5h27 da madrugada, e, nada mudou quanto à insônia!)

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*

Porque ela diz tudo o que precisa ser dito, agora.

 Lana Del Rey – Blue Jeans

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Big dreams, gangster - He went out every night
And baby that’s alright - I told you that no matter
What you did I’d be by your side
I will love you till the end of time
Whether you fail or fly - Cause I’m a ride or die

46 respostas »

  1. Parte eu acabei de abandonar para mudar esse ano, no primeiro dia de trabalho do ano(hoje) eu simplesmente pedi demissão, depois de 7 anos na mesma empresa resolvi que mudaria, agora venderei o corpo porque acho que nasci para isso.

    • Haha!
      É isso aí, o mundo precisa de mais pessoas assim, não das que vendem o corpo, mas das tem colhões para correr o risco de mudar de vida de uma hora para outra.

      É uma sensação libertadora.

      Abraço e boa sorte na sua nova empreitada.

    • haha! Léo, vim trabalhar com a mesma ideia e a chefona tá de férias! Vou ter que deixar a demissão pra daqui a uma semana, mas que vai acontecer, ela vai!

      Um brinde aos pedidores de demissão de 2012!

      • Cema, você também menina?

        não vai me dizer que vai vender o corpo tb? O povo que começou o ano animado viu!!! amoooooooooooo :P

        (brincadeirinha, boa sorte com a “demissão” – passei exatamente por isso em 2006; tenho até hoje minha cartinha guardada, quase mandei enquadrar..rs.rs.rs de tanto orgulho..rs.rs)

        beijosss

        • Pois é, K. Vender o corpo acho que a gente já vende todos os dias! Mas agora eu quero vender por uma boa causa, pelo menos. rsrs

          Só de decidir isso já é uma libertação. Vou tentar fazer uma cartinha digna de enquadramento tb!

          Bjos!

    • É isso mesmo, Léo. Parabéns pra você, que conseguiu tomar uma decisão tão… tão… libertadora!

      Quando crescer, quero ser como você \o/

      Beeeeeijos

    • Léozinho, Léozinho…

      não é que você teve coragem MESMO? Parabéns amado.

      olha, quanto a vender o corpo, não se preocupe… você ficará rico. :P ainda mais com essa carinha de moço inocente. ;)

      Ps do twitter…: e sim, eu mordo, mordo, mordo…! rs rs rs

      beijo, te love you.

      (sério: acertou com a outra empresa que você havia comentado?)

      • Tenho reparado que todo mundo tem vontade de pedir demissão, eu digo para as pessoas e elas me parabenizam.

        K. quanto a parte séria, o dono da outra empresa me deu carta branca para começar quando eu quiser, me deu um tempo para descansar, mas como eu odeio ficar sem trabalhar acho que já vou amanhã mesmo.

        beijo amadinha.

  2. Nossa!! Esse post não podia ser mais diretamente feito pra mim. rs

    Guria!! eu tenho milhões de ‘eus’ e todos eles vivem aqui, dentro de mim.
    Tentei milhões de vezes jogá-los fora, perdê-los no caminho, esquecê-los por aí… mas eu volto, catando um por um, resgatando cada um deles, como se eu não conseguisse viver sem eles, como se fossem uma das veias que levam meu sangue pelo corpo… Então, me conformei (não sei se essa seria realmente a palavra certa) e tenho todos eles bem vivinhos, serelepes e saltitantes comigo! rsrs
    Normalmente, eles vivem em harmonia mas, quando um deles embesta de querer uma coisa e o outro bate o pé querendo outra bem diferente… aí, meu amorzinho, a coisa fica feia p’ro meu lado.

    Mas, de qualquer jeito, as vezes deixamos o nosso lado ‘Elvira’ um pouquinho para tras mesmo, não que ele não nos faça falta mas pela correria da vida mesmo. Só que sempre tem alguém ou alguma coisa que nos remete à ele, e eu acho, particularmente, isso tãn tan tan maravilhoso…

    Beeeeeijos para você… seja você quem for, K., Elvira, a menina de relacionamentos longos ou aquela que curte ‘outros ares’… amo cada uma delas!!

    Cheiro!!

    • Bêa…

      A gente fica que nem na história de “João e Maria”, né? Vai jogando pedrinhas-de-eus, pra poder voltar pra gente depois…

      meu problema não é correria, é medo mesmo..rs.. (medo de mim)..rs

      beijos e cheiro em você tb!!!

  3. Meus eus vivem em uma pequena colônia penal por aqui. Acho que são bem tratados, cada um tem sua cela e uma função dentro do complexo, alguns são perigosíssimos e tenho sempre que trancá-los na solitária, podem tomar banho de sol vez ou outra, mas se pisarem na bola, a pena é a morte. Os outros são controláveis e tento educá-los, não posso deixá-los, são os que correm os maiores riscos para me agradar, por isso, os meus favoritos.

    Quando se comportam eu libero alguém sob condicional, mas não tem jeito, voltam rápido, adoram a vida bandida.

    Um já foi para o inferno, condenado à guilhotina, fazia parte dos perigosos. Era uma bomba atômica ambulante.

    Na minha opinião, ou você os cria por perto, mesmo que em cárcere privado ou os mata na primeira oportunidade. Abandoná-los é muito arriscado, eles vão crescer, ficar fortes e vão te atacar pelas costas quando você menos esperar. Quando pensar em correr, suas pernas não terão força ou já estarão amarradas. Você vai pagar de forma bem dolorosa por cada minuto de abandono.

    Beijos
    Se cuida.

    • Adorei a metáfora!

      A diferença é que na minha colônia penal nunca matei nenhum dos meus ‘eus’. Acho que todos me ajudam, quando bem ‘administrados’, a manter a sanidade.

      Seria algo como a célebre frase de Clarice: “Até cortar os defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta o edifício inteiro.”

      Beijos

        • Eu a conheci como trecho de uma correspondência que Clarice Lispector escreveu a uma de suas irmãs (se houver aqui algum expert em Clarice e eu estiver falando besteira, help me! rs).

          Busquei na internet o texto na íntegra mas não encontrei. O máximo que consegui foi um “resumo” desta carta num blog e acredito que, de alguma forma, ela pode ser uma resposta ao post reflexivo da Srta. K.

          Permita-me,K:

          Berna, 02 de janeiro de 1947.

          Querida,

          Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso – nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro. Nem sei como lhe explicar minha alma. Mas o que eu queria dizer é que a gente é muito preciosa, e que é somente até um certo ponto que a gente pode desistir de si própria e se dar aos outros e às circunstâncias.
          Depois que uma pessoa perder o respeito a si mesma e o respeito às suas próprias necessidades — depois disso fica-se um pouco um trapo.
          Eu queria tanto, tanto estar junto de você e conversar e contar experiências minhas e de outras pessoas. Você veria que há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. Eu mesma não queria contar a você como estou agora, porque achei inútil
          (…)
          Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo o interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma num boi? Assim fiquei eu… em que pese a comparação… Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões – cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também a minha força. Espero que você nunca me veja assim resignada, porque é quase repugnante.
          (…)
          Uma amiga, um dia, encheu-se de coragem, como ela disse, e me perguntou: “Você era muito diferente, não era?”. Ela disse que me achava ardente e vibrante, e que quando me encontrou agora se disse: ou essa calma excessiva é uma atitude ou então ela mudou tanto que parece quase irreconhecível. Uma outra pessoa disse que eu me movo com lassidão de mulher de cinquenta anos. Tudo isso você não vai nem sentir, queira Deus. Não haveria necessidade de lhe dizer, então. Mas não pude deixar de querer lhe mostrar o que pode acontecer com uma pessoa que faz um pacto com todos, e que se esqueceu de que o nó vital de uma pessoa deve ser respeitado. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você – respeite sobretudo o que você imagina que é ruim em você – pelo amor de Deus, não queira fazer de você uma pessoa perfeita – não copie uma pessoa ideal, copie você mesma – esse é o único meio de viver. Juro por Deus que se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia – será punida e irá para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não será punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo aquilo que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Espero em Deus que você acredite em mim. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Isso seria uma lição para mim. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade de alma.

          Tua Clarice.

          Fonte: http://meumundoenadamaisevellyn.wordpress.com/2008/06/14/uma-carta-de-clarice-lispector/

  4. Eu vivo tentando matar aquele lado que foge do convencional, principalmente pra não ter o dedo dos ‘inválidos que não são capazes ou têm medo de viver’ apontando pra minha cara. É triste, porque as duas vidas acabam não tendo nenhuma cumplicidade, uma vive tentando aniquilar a outra (e nenhuma das duas consegue).

    Sinceramente? Seu texto me deu uma baldada de água fria, daquelas que fazem até entrar água pelo nariz. rs

    Obrigada!

    É sempre bom vir aqui porque eles acabam mudando algo em mim, sempre.

    Você vai cortar curto? Não esqueça de mostrar pra gente depois! =)

    Beijo!

    Mi

    • Mi, linda…

      sabe, eu não tenho mais “matar” esse lado que foge ao convencional… sou “melhor” com ele. Mas, não deixa de me trazer conflitos, ironicamente, com a vida diária – que também é boa. Ando a escrever um texto sobre reconciliação. Acho que ando precisando..rs..

      agora, água é sempre bom.. limpa!… e obrigado você por ter a paciência de ler minhas incompletudes.

      ó… sobre o cabelo ainda não sei! vou lá mais tarde e depois conto como ficou sim!

      beijosss

  5. É. Capciosa mesma sua pergunta.

    Não tem espaço para deixar seu alter-ego viver dentro da mesma vida. Tentei, vi que não ia dar certo, desisti. Aliás, não o matei, ele até vive, passa no teu blog, escreve umas ridicularidades controladas em lugares perdidos na web. Não tenho como deixar ele livre. Seria uma volta a 180 graus. Uma ida sem retorno. Provavelmente decorrendo em um abísmo de solitude. Não que ele seja feio, tudo é relativo. Mas sem dúvida ele seria marginal.

    E então a gente vive com essa incompatibilidade aí dentro, e tente tão bem que mal aceitar a vida “real” embora ela dói.

    Fazer o qué? Quem disse que nascemos para sermos felizes, afinal? Nascer para viver, sim…

    Um beijo. E um carinho ao seu alter-ego (sua alter-ega? rsrs)
    Cal.

    • E não é Calzito?

      sabe, eu não sou infeliz na minha vida “real”. Pelo contrário. Sou bem felizinha e bobinha..rs.. mas, há sempre àquela parte que “dança na beira do abismo”, como diria Nietzsche. Só não me acho capaz de viver sem ela… Então, estou sempre ali, a um passo da queda.

      meu alter-ego está mais para alter-égua!!! :P rs rs rs

      beijos querido. Não some não. Gosto das suas opiniões. Com ou sem alter-ego.

    • Agora, me fala uma coisa…
      O que a K. vai pensar… que nós não fazemos nada da vida? Pq estamos fazendo um ‘rebuliço’ aqui nos comentários dela… kkkkkkk’
      Ainda bem que ela nem dá bola :P

      • Bêa…

        com rebuliço fica muitoooo melhor ;)
        e, que interessa o que eu penso (nem minha mãe liga..rs.rs.rs)… então, aproveitem…rs.. e façam a festa. E eu dou bola sim, senhorita! Mais do que devia, aliás. :)

        beijossssss

      • Ela gosta da zona que a gente faz.

        Para que não ache que somos vagabundos, digo que fazemos isso no intervalo do trabalho, o que é verdade, as vezes.

        O Incompletudes é um “tóchico” poderoso.

        • As vezes!!

          E pensei que só eu achasse o Incompletudes um “tóchico” completamente viciante, desde sua primeira ‘vida’.

          e, K. … a mim interessa o que você pensa. Não quer dizer que não gostei/gosto do rebuliço que fazemos aqui.. rsrs

          Beijos.

  6. vamos fazer assim……o tempo da Elvira…..” já era “….agora vai ser diferente….rs.beijos minha querida….adorei o texto….(qdo você escreve longo é bom demais)…..beijos…beijos..infinitos….2012….pra você cheio…estufado de felicidades

    • Sei não Lucia… não sou tão otimista..rs..rs.. A Elvira tá sempre me rondando..rs.rs.rs..

      quanto a escrever longo, juro, tento escrever menos… mas, os dedinhos não me obedecem! todos os beijos pra vc também!

  7. Oiii

    Voltando ao batente..ano novo…problemas antigos..

    Deixei de ler teus textos para curtir as merecidas férias de um pobre trabalhador brasileiro, mas vou por em dia a leitura.
    Grande beijo e que 2012 seja o primeiro dos anos mais felizes de sua vida.

    • Professor,

      me adiciona no meu “outro” msn: incompletudes@hotmail.com

      (não consigo mais abrir o antigo, e, tentei te adicionar e não consegui) :(

      deixar de ler meus textos para curtir as férias é o que há!!! rs rs rs e, eu ME trocaria fácil por qualquer voltinha no parque…rs..

      ó, um beijo imenso pra você também e que tenha um ano maravilho. vc merece.

      beijos

  8. Dessa vez, nao responderei à sua pergunta, ainda não está no meu momento. rsrs

    Mas, vou querer saber o resultado do repicado, viu? ;) Foto, foto, foto!

    Bjs!

    • Evezinha…. calcule que a criatura tirou 40 cms do meu cabelo. Sério mesmo…rs.rs..

      está mais curto que o seu! rs

      mas, não vou colocar foto não… vergonha..rs.. e ainda não me acostumei a olhar no espelho de novo… mas, ó… só quem viu foi o Andarilho…. ele pode garantir a veracidade dos fatos! rs

      beijossssssssssssss

  9. Venho me permitindo certos deleites,delírios..Talvez(só talvez!) seja eu um ser- in,ou melhor,-out (vá saberr,rs!)..
    Gosto quando alguma coisa não faz sentido..é ideal que não o faça..nada de linearidade..roteiros à la american way of life..naim,naim msmo!
    Ontem me ‘descobri’..ao fitar um espelho quebrado,recôncavo,perplexo..gosto de Warhol e de Proust..já fui mais ‘televisiva’(argh) e continuo ‘aprendente de mim’.
    Só não entendo ter como signo regente o taciturno Capricórnio..pq,sinceramente,nada a ver comigo! rsrs..I’m freela,too..rs.

    Falouu K,

    • amada,

      tão bonito essa coisa de “aprendente de mim”. Gostei!

      sabe que minha irmã mais nova tb é caprica, e, realmente, ela não tem absolutamente nada a ver… a não ser a mão fechadinha pra dinheiro..rs.. chamo a criatura de Salim..rs..porque sou o oposto! rs

      beijossssssssss

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