A casa amarela

A casa amarela

Eu amava Maurice, saía com homens e gostava de drinques. O que acontece quando se abandona
todas as coisas que lhe fazem ser você? – (Graham Greene, em Fim de Caso)

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Estou em meio a uma reforma, como vocês sabem. E, neste fim de semana, depois de duas horas escolhendo a torneira da pia que deveria comprar (apesar de ressaltar veementemente ao senhor mestre de obras que poderia ser qualquer uma, já que não sou fã de lavar louça mesmo), me perguntei: “onde foi que me meti?”.  O pedreiro me respondeu com mais veemência ainda: “Numa obra e qualquer uma não tem. A senhora tem de escolher a torneira”. Escolhi a tal – mesmo não sabendo diferenciá-la dos outros trinta modelos que me foram apresentados. É tudo a mesma coisa. É tudo a mesma coisa? Não, não é. Foi só depois, já em casa, que me dei conta disso. Não por ter me tornado uma perita em torneiras, mas, porque – seja lá qual for a razão – foi a que escolhi. A gente sempre tem motivos para cada escolha que fazemos, ainda que nem nos demos conta disso. Numa reforma, as pequenas escolhas são feitas a todo o momento. São detalhes que fazem a diferença entre o que você é e qualquer outro.

O mundo e as pessoas andam tão pasteurizados que, pensando bem, tive até vontade de ligar para o pedreiro para agradecê-lo por ter me segurado por duas horas numa loja hidráulica para escolher a torneira, e não qualquer uma. Me dei conta que uma boa parcela de minha infelicidade nos últimos tempos é justificada por eu ter estado tanto tempo, igualmente, pasteurizada. Empobrecida de mim, das minhas características, para poder satisfazer pessoas que gosto, trabalho, amigos, etc. Nos acostumamos a fazer isso o tempo todo, não? Vamos deixando, pouco a pouco, nossas escolhas – por qualquer escolha, que seja mais fácil ou que agrade quem gostamos ou, ainda, por uma justificativa “racional”. No fim, fiquei feliz por ter escolhido a torneira, além de todos os outros detalhes que virão.

E, me lembrei de um trecho do livro do Greene, que li essa semana, que questiona justamente isso: “o que acontece quando se abandona todas as coisas que lhe fazem ser você?”. Para mim, o resultado não foi bom – me perdi, fiquei infeliz. Fui abrindo mão de uma coisa aqui, outra ali, e, quando vi não sabia mais quem era ou o que queria. A mudança – que me dará a possibilidade de reservar mais tempo para mim – significa o primeiro passo para redescobrir e tornar mais próximas as coisas que fazem quem eu sou (ou gostaria de ser).

No começo de toda essa reforma (que deve demorar ainda para terminar), a única coisa que tinha certeza era de que queria que a casa fosse pintada de amarelo. Está longe de ser minha cor preferida, mas, ela tem uma simbologia pessoal. Há alguns anos, ganhei de presente quatro reproduções (em pôster) das pinturas de Van Gogh. Entre elas, uma chamada A casa amarela. Na época, não entendi por que um pintor – que exibia uma diversidade tão grande de cores em sua paleta – tinha produzido um quadro onde todas as casas eram amarelas. Curiosa, claro, fui pesquisar.

A casa amarela, afinal, era um sonho de Van Gogh. O sonho de organizar uma comunidade de artistas no sul da França. Isso porque odiava o mundo artístico dos grandes boulevards parienses, dos marchands, dos críticos – e todas as coisas que era obrigado a “abandonar” para satisfazer os outros. Queria ir para um lugar calmo, harmonioso, onde pudesse viver com mais pintura e menos vaidade. Só em 1888, finalmente, conseguiu alugar uma casa para pôr em prática o seu sonho e mandou pintá-la de amarelo por considerá-la a mais importante e simbólica em sua obra. Viveu na casa uma rápida sensação de felicidade – mas, os problemas de saúde e financeiros, entre outros, acabaram impedindo a realização do seu sonho, que era o de manter uma comunidade de artistas.

Desde essa época o quadro passou a ter um significado para mim. Nunca mandei enquadrar e pendurar a minha singela reprodução porque nunca me senti livre o suficiente para abandonar as “vaidades” que convivia e as escolhas que acatava em prol de um sonho pessoal. Agora, minha casa amarela – que não será um retiro artístico comunitário – terá em suas paredes as reproduções que ficaram guardadas tanto tempo. Não porque me sinto livre o suficiente da vaidade ou dos “compromissos da vida”, mas, porque mesmo com todas as incertezas e dificuldades que envolvem mudar de cidade (e reforma!), e, principalmente por todos os motivos (completamente válidos) que as pessoas queridas me apresentaram para que eu não fizesse essa mudança, escolhi – desta vez – a mim. Não abri mão desta escolha – ainda que a razão gritasse em meus ouvidos. Mesmo sendo uma mudança temporária, de um ano, ela representará – assim como A Casa Amarela, de Van Gogh – a tentativa de uma realização. E disse Van Gogh: “A minha casa aqui é pintada por fora de amarelo-manteiga e tem persianas em verde-forte; fica, rodeada de sol, numa praça, onde também há um parque verde com plátanos, aloendros, acácias. Por dentro é pintada de branco e o chão é de azulejos vermelhos. E por cima, o céu de azul luminoso. Lá dentro posso com efeito viver, respirar, pensar e pintar”.

E Graham Greene perguntou em seu livro: o que acontece quando se abandona todas as coisas que lhe fazem ser você? Bom, depois de alguns anos abrindo mão dessas coisas, sei que me afastei de quem sempre fui (ou desejaria ser). Agora, falta descobrir como será quando se escolhe as coisas que nos fazem sermos nós.

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Não dá para passar a vida abrindo mão da gente mesmo, né não?

Tudo bem por aí? Muitas saudades? Eu estou! Mas, ainda faltam umas 425 coisas da reforma. Ow goodness! E eu, tola como sempre, pensando que meu maior problema seria escolher a torneira! ;)

Beijo, beijo 

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Porque dá vontade de estalar os dedos…

Dillon – Thirteen Thirtyfive vs. Pocketful of Money

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Ao contrário da maioria, ela não era obcecada pela culpa. Em sua opinião, quando uma coisa estava feita, estava feita: o remorso morria com o ato (…) Só sei que apesar de seus erros e de sua irresponsabilidade, ela era melhor do que muita gente. É bom que alguém acredite nela, pois ela nunca acreditou – (Graham Greene, em Fim de Caso)

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36 respostas »

  1. Oi moça. Que bom que ver que vc ainda não bateu as botas. :P

    Reforma dá mais trabalho até do que fazer uma do zero.

    Eu escolheria a torneira mais barata. :D

    Beijos, beijos.

    • Tá achando que vai ser fácil assim se livrar de mim? :P No, no, no….

      sobre o trabalhão, minha mãe cumpriu a “promessa” de ficar bem longe da reforma! rs rs rs Ou seja, estou ferrada.

      Eu também escolheria a torneira mais barata (até porque não estou podendo $$$), mas, o homem disse que quebra rapidinho… e, vou gastar duas vezes… (temo ter sido enganada..rs)

      beijosssssssssssssssssssssssssssssssss

        • Quando você me chama de mocinha até me sinto uma! :P Gosto tanto!
          (sim, já entrei em “surto” pré-aniversário)..rs..

          beijo, beijo – já passei lá no blog!

          • Oi mocinha.

            Vi o seu comentário lá no blog. Mas sabe que esse negócio do que o que nos chama a atenção sempre muda, a cada vez que a gente lê. Tem umas passagens que eu “achei” ontem, ao folhear o livro, enquanto outras que eu tinha separado, nem achei interessante (mas que mantive, em memória do meu eu antigo). ;)

            Beijos, beijos.

  2. Oi. Se a torneira foi a mais cara, possivelmente será a melhor, conhecimento de causa.

    É baby, depois de Van Gogh tudo muda..essa história da casa amarela me traz ótimas lembranças, me sinto leve em lembrar da época, como você escreve, em que fazíamos as coisas para nós mesmos e não tínhamos de nos preocupar em como as coisas seriam se fossem dessa forma.
    Ótima como sempre…

    Beijos baby…tenha uma ótima noite.
    Se cuida

    • Eu sou uma “romântica” à la Van Gogh. Tenho essas ideias tolas sobre a arte, sobre criação. Fico só torcendo pra não surtar tanto e cortar a minha própria orelha – feito o gênio. Porque minhas orelhas até que são bonitinhas..rs.. (ok. exceto a quantidade de “furos” para brincos em que foram submetidas..) :D

      Essa lembrança, pra mim, é forte da época da escola, criança, criança… em que minha única obrigação era fazer a lição de casa!

      um beijo

  3. Eu fui abrindo mão de ser eu mesmo e quando eu resolvi voltar a ser ja não me lembrava mais quem era, quem fui, sei lá. Digamos que com calma estou encontrando os caminhos, abrindo mão de alguma vontade coletiva para predominar a minha, tentando ser um pouquinho mais egoísta.

    Só não entendi porque Van Gogh mandou pintar a própria casa.

    beijos, beijos, beijos…

    • Léozinho,

      também tenho essa impressão. De ter me perdido em algum momento. Coisa difícil essa de não desviar do próprio caminho!

      Por que Van Gogh mandou pintar a própria casa? ri um bocado com sua observação.
      Suspeito que foi por preguiça, mesmo. Até onde vai meu “conhecimento” sobre arte, sei que ele não era adepto de pintar quadros “grandes” (em tamanho). Então, imagina pintar uma casa inteirinha? :D

      beijos, beijos – moço “fazedor” de sashimis!

  4. “a minha casa está onde está o meu coração”

    já ouviu isso por aí?

    a reforma que tenho feito é em mim, e o lance da torneira é verdade. talvez por isso essa coisa nossa de não perder tempo com quem ou o que não interessa. tudo é uma torneira, a torneira. e a gente vai se montando do jeito que pensa ser melhor. eu acabei minha sacada e sala de visitas quando aprendi a dizer não. tem gente que não repara mas tem um espelho grandão bem na entrada…

    e pra efeito de coincidência, eu tenho ouvido bastante a dillon.

    beijo!

    • Já ouvi sim! ;)

      Meu coração está em Paris! (como faz?)

      reformas internas são as que mais dão trabalho. E você me fez perceber, com seu comentário, que eu NÃO TENHO ESPELHO EM CASA. Exceto um pequeno no banheiro.
      Será isso um sinal de como me “larguei” nos últimos anos? a ponto de viver 5 anos em uma casa sem espelhos? eu hein! (ó, vejo sempre um detalhe existencial em tudo, né? o garota chata! rs)

      beijo, estou num daqueles dias mais confusos que o normal..rs..

  5. Te entendo 2!
    Precisando de uma ajuda, me fala, reforma e design de interiores são meu ganha-pão. Mas te dou conselhos pro bono.
    Bjs

    • Ai ai… você não deveria ter me informado sobre esse “detalhe profissional”.

      a minha dúvida atual é: como não me sentir dentro de um melão numa casa toda amarela?? rs rs rs (ainda não pintaram!)
      acho que vou rever meus conceitos a respeito de pintura!

      beijossssssssssss

      • Teu melão-casa pode ter janelas em outra cor, ornamentadas por molduras numa terceira cor. Tua casa-salada de fruta pode ter em cada ambiente uma parede (uma só) numa cor calma ou vibrante, sendo todo o restante neutro- como água. Mas tem que ter teu gosto, para que te deleites à cada olhar.
        Beijo

  6. Eu sou a única louca no mundo que ama uma reforma? Eu resolvi redecorar a sala antes do Natal. Com 3 crianças em, e eu vou pintar uma parede, pendurar nichos, mudar coisas de lugar… Minterna?? kkkkkk

    Se precisar de ajuda, nem que seja com as idéias, me grita! Bjooo

    • Lia, minha querida amiga.

      você tem muitas “particularidades” que já me fizeram desistir de sua sanidade :P (desde “suas pesquisas” sobre Turing..) rs rs rs rs

      não seria gostar de reformas a “mais extravagante”..rs..
      mas, te love you mesmo assim! rs (e principalmente)

      beijosssssssss

      • Turing foi culpa do marido. O louco é ele… Sou normal! Muah!!!

        Veja bem…. VOCÊ está sugerindo que eu tenho gostos extravagantes, e duvida na minha sanidade. VOCÊ!! Cabou-se o mundo… Já posso pedir camisa de força?

        HAUhUAHUAHuA

        Beijooooo e te love you too!! :D

        P.S.: ainda tem amado por aí??? kkkkkk :P (Ai! não bate…)

        • ahahahahahahahaha… puxa, me acho tão normalzinha! rs

          agora, ó só, dona Lia Sérgia: NÃO PRECISA JOGAR SUJO! :P
          lembrar do episódio amado é demais pra mim. Tá bom, me convenceu, eu sou esquisita!!! rs rs rs
          Respondendo a sua pergunta: não, não tem mais amado por aqui. Desistiu, finalmente. Uffa! rs

          RINDO MUITOOOOO AQUI.

  7. É Srta. desnaturadaa..rs..Incompletudes vai me custar umas sessões extras..talvez hipnose resolva,rsrs.
    Errata: ‘Rock da cachorra’ e não ‘…das cachorras’..,do Léo Jaime.
    ‘A casa amarela’.. boa sorte na reforma por aí..logo vc estará dando palestras sobre a funcionalidade das torneiras e tals,hehe.
    Houve um tempo em q abri mão de mim em prol dos outros..aí percebi q perdia meus referenciais e ao me fitar no espelho..já não me reconhecia..a máscara personificava uma face q não me pertencia..passado esse tempo tempestuoso e importante..me desnudei..reinventei o texto..busquei respostas sem pergunta e vice-versa..hj sou da ‘tchurma do arco-íris’..chutei o armário..rs..e estou feliz por ‘não ter vergonha de ser feliz’.. pré-balzaquiana (aiai!)..androginouss..viciada em Incompletudes..rs..songs..books..enfim.

    .. Srtaa.explique-se rs..

    ‘Té,

    • Eu nunca serei expert em funcionamento doméstico! rs infelizmente. queria ser “virginiana” neste aspecto.

      Reinventar-se todos os dias é sempre um dos meus objetivos. E “armários” só são bons na cozinha, né não? :P
      feliz por você.

      me explicar sobre???

      beijosssssss

  8. (…) Lá o tempo espera
    Lá é primavera
    Portas e janelas ficam sempre abertas
    Pra sorte entrar
    Em todas as mesas, pão
    Flores enfeitando
    Os caminhos, os vestidos, os destinos
    E essa canção (…)

    … a foto do post ‘A Casa Amarela’ …remeteu à música ‘Vilarejo’,da Marisa Monte.

    Abs,

    • Essa música é linda! me fez até lembrar de um show que fui da Marisa há uns 3 anos… na época do show “Infinito Particular”.
      Meu sonho é ter uma casa num vilarejo… :P sou moça do interiorrrrrrrrr..rs.rs.. (quer dizer, só faltou nascer no interiorrrrr..rs)

      beijosss

  9. “Remember who you are” – Mufasa :)

    Minha menina está crescendo …

    Que você seja muito feliz na sua casa amarela cheia de coisas que você mesma escolheu.

    bjo bjo bjo

    • Tá difícil mas estou tentando (e uma hora tem que ir né!)

      a sua menina maluquete, continua igual… tentando virar “leoa” – ainda que se sinta um hamster medroso..rs
      (ia colocar “gatinha” mas achei um tanto pornográfico…e, pretensioso… sem contar que vc é dono de gatinhas e me diria que elas são bem corajosas! rs)

      beijosssss, saudades!

      • Ah, as gatinhas são diferentes umas das outras. As minhas nem são tão corajosas assim, mas sabem que contam comigo para botar no colo ou debaixo do edredom quando estão assustadas. Como estou lendo de trás para frente, fico eu, então, de pornográfico e pretensioso… :)

        bjos

  10. E olha quem não consegue ficar longe dos seus leitores…

    Quando li seu e-mail (500 anos depois que você mandou), quis ler-te correndo!!

    Obrigada, mesmo, por ter voltado… por ter nos devolvido o prazer de fazer parte de um pedacinho de sua vida.

    I love you!!
    Beijos, garota!!
    E… Boa sorte, acredito que você mereça.

    • Oi bonita!

      que bom que “apareceu” também. fiquei feliz!
      Pois é, escrever é sempre um vício. ora bom, ora torturante. ;)

      love you too. Não some não viu! o blog só existe pra gente papear bastante por aqui!

      beijo

  11. Eu vou fazer um favor pra mim mesma e parar de vir aqui. Hunf!

    Veja bem, veja bem…

    esse pequeno trecho do seu texto ““o que acontece quando se abandona todas as coisas que lhe fazem ser você?”. Para mim, o resultado não foi bom – me perdi, fiquei infeliz. Fui abrindo mão de uma coisa aqui, outra ali, e, quando vi não sabia mais quem era ou o que queria” é parte do que tem me “atormentado” nos últimos dias.

    Vir pra Alemanha foi uma decisao minha, claro. Baseado em um monte de prós e contras. E desde que cheguei nao parei um minuto. Nao tenho tido tempo pra mim, pra as minhas verdadeiras escolhas. Tudo o que eu faço (ou corro atrás de fazer) é para a conta da “adaptação”, tenho que aprender alemão, tirar carteira de motorista, fazer um curso ali, arrumar um emprego aqui, conseguir o certificado tal…

    Estou esperando o momento que eu vou começar a fazer as coisas que eu QUERO fazer e nao porque eu TENHO que fazer. Fora o tanto de coisa que eu cedi em funçao dessa mudança, né? Das coisas que aceitei perder, das coisas que ganhei e nem queria…

    Que essa mudança te traga de volta pra si.

    Beijos! (ou nao, sem beijos hoje)

    • Beija eu, beija eu, beija eu me beijaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

      Evezinha, my darling, já disse: “somos gêmulas de alma”.

      a minha mudança é temporária – um ano quase sabático (porque eu sou “pobre” e não posso infelizmente ter o luxo de um ano sabático). Mas, será mais tranquilo (espero!) do que os anos anteriores. Dá um medo danado – especialmente quando se recusa TRÊS ofertas de trabalho pra 2012. Preferi lidar apenas com o que tenho agora, e, respirar um pouco. Torço muito por você e pro “marido”. E, se eu não quebrar de vez, me espera aí em breve.

      beijo e pára de rebeldia! rs te love you.

  12. ….hum..malvada..você ..k…….voltei…..seis..anos..lendo seu texto….(fugindo.de tudo.que fosse real)……………………escolheu bem a cor querida….boa sorte………sucesso..bjs.

  13. Pingback: Mais estranho que a ficção « Incompletudes

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