Calotes e Caloteiros
Março 25, 2008 de K. - incompletudes.wordpress.com

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Eu realmente estou sumida. Fora o meu gênio do “cão”, estou vivendo um outro dilema. E, vou explicar… quem sabe vocês não me ajudam.
Em dois anos de freelancer é a terceira vez que eu tomo calote. Desta vez, dos “brabos”. Daqueles que você diz: “danou-se”. Voltaram cheques dos meus fornecedores (gráfica, agência de publicidade, etc, etc, etc). E, para resolver a questão sem que eu saia no prejuízo total só vendendo o meu carro. Tá certo que não ligo muito para ele, mas, estou acostumada a vender carro para ir a Paris, não para pagar dívida de caloteiro.
Nem preciso dizer o inferno que virou minha vida estes últimos dias. Primeiro por que tenho “compromisso” de entregar o projeto a um terceiro envolvido, que nada tem a ver. Segundo, que o primeiro (o caloteiro) ainda não resolveu o problema. E, terceiro, tenho que resolver minha própria situação.
Depois de muita dor de cabeça e discussão, finalmente, ontem, chegamos a um “acordo”. Diz o caloteiro que pagará parte (só parte) do que me deve hoje. O que já amenizaria a minha situação em relação ao carro (e não teria de vendê-lo).
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A questão toda é: como o projeto não está finalizado, o que fazer?
Continuar?
Parar e mandá-lo catar coquinho?
Voar no pescoço dele?
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Nos dois calotes anteriores, eu já tinha entregado o projeto - então, não houve essa crise. E, nenhum “dano” mais sério em minhas contas. Diferente da situação atual. Mas, fico aqui pensando. Claro que sou uma pessoa séria, mas devo ainda sim continuar trabalhando horas e horas para uma empresa que literalmente me ferrou? Tudo em nome de uma responsabilidade e ética profissional? Ou dane-se o “mercado” e faço minha própria vingança particular?
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Não sei ainda o que fazer…
uma vez que eles amenizem a questão financeira (depositando parte do valor devido), minha primeira tendência era terminar, entregar o projeto. Mesmo sem garantia nenhuma de que receberei o restante (sei que muito provavelmente isso não vai ocorrer).
Mas, estou com tanto ódio deles que mal posso olhar para o trabalho. Nem para o computador (motivo este do meu afastamento estes dias). A parte boa é que li três livros em doze dias…rs.
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Por um outro lado, tem uma questão de integridade. Como algumas pessoas fazem esse tipo de coisa sem nenhum peso na consciência! Como conseguem dormir? Meu Deus, se eu dever uma moedinha para o “feirante”, morro de peso na consciência, agora, como uma empresa pode fazer isso praticamente de caso pensado, ou na melhor das hipóteses, de forma irresponsável?
serei eu muito carola? ou o mundo tá cheio de picareta mesmo?
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Segundo meu advogado, eu até poderia entrar com uma ação, mas segundo o próprio isso demoraria um tempão e ainda sem nenhuma garantia. Ou seja, não vale à pena. O melhor dos mundos é realmente tentar um acordo.
Minha vontade era deixá-los literalmente na mão. Mas, não sei se consigo. Justamente por que tem esse “terceiro” envolvido que nada tem a ver e, confia muito em mim. E, por um outro lado, me sinto uma idiota terminando algo que sei que não vou receber. Ou seja, trabalhar de graça.
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Nesse caso ainda assim vale manter minha “postura profissional”?
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o que vocês fariam?
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beijocas e sorry pelo desaparecimento!
Mara, amada, perdoe-me!
































Pior que eu tb sou uma bobona para essas coisas.
Se não fosse o terceiro, eu não terminaria o trabalho.
Por outro lado, se eu “compro” um carro e não pago, a concessionária não me entrega, não é mesmo?
O problema de trabalho intelectual é essa desvalorização. Mercadoria é melhor, pagou levou. Não pagou, meu filho, não leva.
Agora, não tem como explicar a situação para o terceiro? Se ele confia tanto em vc, talvez entenda a situação.
E só para colocar mais pimenta nesse tempero:
Qual foi o seu custo de oportunidade? Ou seja, quanto vc deixou de ganhar (com outros trabalhos) para trabalhar para esse caloteiro?
Se vc continuar com o trabalho, pode deixar de aceitar outros?
Caso a resposta seja positiva, dane-se o caloteiro!
beijão!!!!!
p.s. faça o que eu digo, não faça o que eu faço. =P
K.,
Deve comunicar a ocorrência ao terceiro envolvido e principal interessado na feitura do projecto, designadamente, informando-o dos detalhes e do estado adiantado do projecto (para ele ficar satisfeito e ansioso) e do incumprimento do primeiro envolvido, impeditivo da sua conclusão (para ele se sentir frustrado).
(Poderá também perguntar-lhe se ele não se importa de vender o próprio carro, e afiançar o primeiro envolvido com o produto da venda, até porque você adora finalizar os projectos dentro do seu automóvel e é a conduzi-lo que tem as melhores ideias.)
Em todo o caso deve suster - o que também poderá comunicar de uma forma encapotada, dizendo que tem muitos outros compromissos altamente rentáveis, por exemplo - a feitura do projecto e privilegiar outros assuntos que possam trazer-lhe o reequilíbrio financeiro.
Ou então… contacte os homens do Priorado que eles vão lá dar umas injecções de ácido sulfúrico na bunda desse canalha.
Beijios.
Eu acho que depende muito do terceiro.
Se for um cara que puder abrir outras oportunidades, intere$$antes, talvez valha a pena terminar o projeto. Claro, se não nisso não houver muito preju.
Senão reporte tudo ao terceiro, e veja se ele quer bancar o resto, senão sai fora.
É o que eu faria.
Em certos momentos temos que usar de toda a objetividade e bom senso do mundo!
1. Existe um contrato entre vc e o caloteiro? (por mais merreca que seja, um contrato sempre ajuda)
2. É executável juridicamente? (mesmo que não seja agora, não concordo em deixar pra lá o fruto do seu trabalho)
3. A terceira parte envolvida sabe o que está se passando? É oportuno profissionalmente pra vc contar? (As vezes as idéias e soluções aparecem de onde menos esperamos)
4. Já foram feitas ameças “sutís”? (se não, faça com educação porém com “pé firme”
5. Concordo com vc que seu “nome” profissionalmente vale mais (quando freela) do que o CPF… (outros contatos virão, e o “ordinário” ainda pode, mesmo tendo culpa no cartório, denegrir sua imagem)
6. Enfim, mesmo vendendo o carro pra colocar a vida em ordem (que seria a solução mais rápida e imediata pra cumprir os compromissos financeiros) não deixe de cobrar (torne-se aquela pessoa que o devedor não esqueça nunca mais da voz, seja cansativa pra ele ver o que fez com vc….)
7. E sempre denuncie pra que ele não faça isso com outros profissionais da área.
8. Pra concluir, dinheiro não tenho..rs Mas conte sempre com meu apoio moral!!!!
beijos, boa sorte e fique com Deus
Mara
Eu chamaria o “terceiro” e contaria o motivo pelo qual não seria possível entregar o trabalho.
Quanto aos outros, diria em português claro e ameaçador que só, e somente só, entregaria o trabalho APÓS o recebimento do valor devido.
e o resto, just fuck it all!
hehe
Penso que a Mara está certa.
Também acho interessante procurar o conselho de outro advogado.
Claro que você deve confiar no seu (e falando assim sem conhecer a situação de forma específica, é difícil dizer), mas aparentemente fazer um “acordo” só será vantajoso se isso for tão benéfico para você quanto para as outras partes.
Se você tiver que abrir mão de alguma coisa no acordo, exija que as outras partes também abram na mesma proporção: de outro modo, melhor ir à Justiça.
Na justiça, de modo genérico (sem conhecer o caso concreto) você tem algumas possibilidades:
1) Cobrar os valores não-pagos (referente a serviços já entregues ou já desenvolvidos, mesmo que não entregue o produto final do serviço);
2) Suspender a entrega do serviço/produto pelo não adimplemento de uma obrigação (o que nesse caso pode inclusive ser feito como medida liminar ou como antecipação de efeitos de tutela - de modo urgente);
3) Pleitear uma indenização por danos, devido a ter ficado em apuros financeiros, ter perdido outros trabalhos, etc…
4) Desfazer o contrato de prestação dos serviços.
Esses pedidos podem ser alternativos ou cumulados. E quanto a demora, como já disse, pode-se solicitar a antecipação de uma tutela ou entrar com um processo cautelar - o que é geralmente mais rápido (e que garante uma resposta, ao menos parcial) até o final do processo.
Além disso, dependendo do caso, pode-se recorrer aos Juizados Especiais…
Por isso eu insisto: talvez seja bom consultar um outro advogado. De fato é melhor fazer uma acordo do que ir demandar na justiça. Entretanto, se o acordo for muito ruim só pra você… não vale a pena.
Se quiser ajuda, basta me mandar um e-mail.
Bjos.
Termina o projeto K. (seu nome profissional vale mais), e não aceita mais nenhum trabalho com esse caloteiro.
Anota o nome dele e ora por ele..rsrs.
Beiijos, querida.
Boa Sorte!
ah! Faz um post só xingando ele. E ainda abre pra gente poder xingar tbm..hehehe
o que eu faria ?? colocava a boca no trombone ! fazendo um blog contra os caloteiros ( eita raça nefasta) como fiz há tempos contra o caloteiro -mor ciro gomes, esse engodo da politica nacional que posa de bom moço e me deve desde o ano 2000 50 mil reais o que atualizado ( segundo um desafeto dele) dá algo em torno de 85 mil pratas… caloteiros são uma espécie asquerosa porque nos ferem naquilo que temos de mais sagrado que é a honra do trabalho… eu e vc trabalhamos e não roubamos… logo merecemos ser pagos de acordo com o combinado… para mim não pagar por um trabalho executado é criminoso… deveria dar cana brava e não haver essa condescendência com os calotes e caloteiros… pau neles!!! meu beijo solidário
ricardo
ps.
vc já viu esse blog anti - ciro… tá até linkado no meu blog principal
pelo sim pelo não deixo endereço
http://www.cinevertigem.blig.ig.com.br
Eu parava o trabalho, avisava o terceiro da situação e que ele que entrasse em um acordo com o caloteiro de forma que só voltava a trabalhar depois de estar devidamente pago pelo que fiz e com garantias do pagamento pelo resto.
Mantenha sua postura profissional.. é muito importante!!!! abra um processo contra esses caloteiros..vale esperar o resultado …sucesso beijos lúcia
eu tentaria conversar francamente com o cara gente boa da história, quem sabe ele não se comova e te ajude de alguma forma? Matando o caloteiro, por exemplo..srsr
Eu não sei como funciona o seu trabalho, mas não dá pra vc fazer um Contrato antes de iniciar o trabalho? com datas, prazos e formas de pagamento?
Infelizmente não dá pra confiar num suposto ‘contrato de boca’, tem que estar tudo documentado, assinado.
Beijos
e boa sorte
Ei gatinha,
Primeiro, é uma situação relativamente comum na prestação de serviços. Se avexe muito não. Sugiro, inclusive, que incorpore nos custos de futuros trabalhos, uma “taxa de cano”, para se preservar minimamente.
Segundo, não ficou claro pra mim o papel do chamado “terceiro” envolvido. ele é seu “cliente” ou “fornecedor”. Tô entendendo que seja cliente, mas não paga diretamente por seus serviços. É isto? Se for, não vejo qualquer problema em você “abrir o jogo” e explicar porque não entregará o produto previsto. Se for um “fornecedor” que depende de seu trabalho para outras atividades, mais razão ainda terá para explicar-lhe os reais motivos.
Terceiro, se o devedor propõe negociar o débito, implícito está que também o produto, suas condições e prazos podem ser negociados.
Infelizmente de pouco adiantará, na prática, processá-lo e levá-lo “ao pau”, como se diz. Mas denuncie-o formalmente nos órgãos de classe e serviços de proteção ao consumidor, se o cano de fato se consumar.
ai ai ai K!
o que faremos agora Batman?
estou em um impasse profissional tb, essa coisa do nome no mercado é complicada… pesa demais! porém, noites de sono tranquilo valem mais que qualquer coisa. em qual situação você se sentirá melhor? trabalhando por “amor” ou mandando os caloteiros para a pqp e não fazendo mais nada?
bjo garota!
Gi
K. Também sou consultor e aconselho o segunte: 1. escolha bem os seus clientes. 2. Cobre sempre um adiantamento inicial que pode ser de entre 20 e 50% dependendo do risco. Sempre fiz isto e nunca levei calote. Boa sorte !
Também passo pelo mesmo problema.
A única diferença é que não há um terceiro envolvido.
Desenvolvi um WebSite dinâmico e atualizável, fiquei por mais de 5 meses refazendo algumas coisas a pedido do cliente ‘insatisfeito’.
O acordo era o pagamento em 3 vezes, a primeira parcela foi quitada, quanto as outras duas ? nada até hoje…
A desculpa ao longo desses 5 meses, para que não pagasse as parcelas, foi de que não estava de acordo o Site, até ai tudo bem.
Mas, agora, depois de homologado, ainda não recebi um ‘p’ de dinheiro.
Ligo por várias vezes e a resposta que escuto é:
- O fulano está em reunião, ligue mais tarde.
Por essas e por outras também, acredito e sei pela situação em que passa.
Espero que posts como o seu cubram a face da internet e se quiçá algo possa acontecer..
Abraços
[...] não tenho como ajudar financeiramente, afinal, eu mesmo estou me equilibrando como posso depois do super calote que tomei o mês passado, no qual quase tive que vender meu carro. Mas, ela não queria pedir nada, [...]