Toda mulher nasce lésbica? (II)
Março 2, 2008 de K. - incompletudes.wordpress.com
Caro leitor,
A história a seguir contém relatos fortes de obsessão, possessão, ciúmes, chantagem, desespero de duas mulheres e um tantinho de loucura, atração fatal, violência, sexo e um pouco de filosofia barata. Por favor, tire as crianças da sala. Se você tem o estômago fraco, não leia. Se ainda assim decidir continuar, veja antes: Toda mulher nasce lésbica? (I).
Aviso Importante: esse blog não se responsabiliza por possíveis danos, pensamentos ou impulsos estranhos causados pós leitura. Reservando-se a autora no direito de já ter sequelas mentais suficientes.
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Um dedinho de prosa antes da história vexatória…
Não, eu não acho que toda mulher nasça lésbica. Mas, acho que toda mulher deveria se dar o direito de experimentar outra, se assim o desejasse. Nem sempre é o que ocorre. O que vemos, e já vi muito, é que em nome de uma adequação social, medo, vergonha e até preconceito muitas deixam de atender alguns pedidos ou curiosidades internas. Exceto àquelas que se assumem bissexuais ou lésbicas, as “curiosas” se escondem.
E entendo muito bem o por quê. Mesmo com toda a aparente “liberação” e “permissão” social, é muito complicado fazer escolhas que divergem da maioria. Não é nada fácil ser gay. Há sim, ainda, muito preconceito. Mas, também não é simples ser bissexual. Por mais contraditório que possa parecer, muitos homossexuais rejeitam o bissexual considerando-o indeciso ou promíscuo (adjetivos amplamente dados aos homossexuais no passado). Se a grande maioria da população, incluindo boa parte da comunidade gay, entende o bissexual como um transgressor, que transa com qualquer pessoa ou coisa que apareça pela frente, há de se entender todo “armário” que especialmente muitas mulheres enfrentam.
Eu não sou diferente. Embora fale amplamente aqui das minhas opções, na “real life” poucos, bem poucos, sabem de minha bissexualidade. Só as pessoas que, por diferentes motivos, julgo importante que saibam. Primeiro por todas as razões acima citadas, depois por que não acredito em “bandeiras” sexuais ou sentimentais. Somos seres influenciados por “movimentos externos”, mudamos o tempo inteiro, nos adaptamos, amamos…
Não gostaria de ter uma “etiqueta” colada em minha testa como “isso ou aquilo”. Sou livre para sentir e desejar. Já tive períodos exclusivamente heteros, outros bi, outros bem mais homos. No fundo, acho a questão tão natural, tão orgânica, que não teria paciência de ficar explicando socialmente o que para mim é uma discussão ultrapassada, antiquada. Os que ainda batem nessa tecla de forma questionadora, no sentido de certo e errado, estão fora de moda, obsoletos, embalados pela insensatez. Neste caso, um bom psicanalista pode ajudar.
Se por um lado eu não defendo publicamente bandeiras, por outro sou defensora radical do direito das pessoas serem o que quiserem, na hora que bem entenderem e da forma que escolherem. Sempre pensei assim. Mas, normalmente a idéia é válida quando aplicada aos outros, porém quando pára em nosso “quintal” nem sempre é assim que funciona. O assunto é muito amplo, mas pretendo aqui levantar a questão da bissexualidade feminina, tão em moda ultimamente, baseada em minha própria experiência. Daqui alguns dias comemoraremos o “Dia Internacional da Mulher”, e julgo esse um importante tema ligado à valorização da mulher porque há ainda muito preconceito, não só social, mas essencialmente pessoal. (E, meninas, não se esqueçam da blogagem coletiva pela Valorização da Mulher, que está programada para o dia 8 de março, e é promovida pela querida Lys. Saiba mais aqui).
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E a “coisa” toda começa por que uma hora a gente tem que parar de fingir. Não para os outros porque esse tipo de dissimulação, ao mer ver, não tem cura. Vamos representar o tempo todo para os outros. Em alguns momentos e dependendo da pessoa com mais ou menos intensidade. Mas, o fingimento pessoal, aquele que é feito olhando para o espelho ou em pensamento - esse sim tem jeito e pode ser finito. É necessário ter coragem e um pouco de ousadia para enfrentar a nós mesmos. Tirando os “deslumbrados”, que contam com doses cavalares de auto-estima, normalmente, nós somos nosso principal e mais severo “inquisidor”.
Eu demorei alguns anos só para aceitar que tinha algum tipo de atração física por mulheres. Fingia que aquilo não existia. Era uma briga inconsciente que aparecia vez ou outra, especialmente quando era “provocada” pelo ex, na hora do sexo, com sugestões. Na época, era mais fácil jogar a “culpa” do desejo proibido nele. “Ele que quer”, “Ele que gosta”, “Ele que vem com essas idéias”, “Isso é só fetiche masculino”, Hã, Hã… Tudo bobagem. O pensamento era meu também. Independente da influência dele, que só trazia a idéia à tona. Eu só não tinha coragem de assumir.
Mas uma hora a “ficha” caí. E, não é voluntariamente não. Um “bichinho” chamado desejo, que vira rapidamente obssessão, te coloca à prova. Quando esse “sintoma” aparece, tem mulheres que fogem. Outras enfrentam. Eu fiquei na segunda turma. Depois de anos nessa brincadeira de esconde-esconde aceitei a idéia de que eu poderia ter algum tipo de atração por meninas. Mas, daí a tomar alguma iniciativa são “outros quinhentos”. O máximo que me permitia era ter momentos incríveis em pensamento. E já era muito!
Era nada. Ficou pouco. Queria ter essa experiência de verdade. Mas, convenhamos que todo “marinheiro de primeira viagem”, que decide fazer sexo com alguém do mesmo sexo, não coloca uma placa no pescoço solicitanto candidatos. Então, como fazer? Obviamente que se eu contasse ao meu ex, ele ia amar a idéia. Mas, eu não queria. Especialmente porque não tinha certeza das minhas vontades. Recorri a boa e velha internet, amiga e companheira de todas as boas e más intenções sexuais.
Me inscrevi num site da internet para conhecer meninas. Nem preciso falar da dificuldade de clicar no “mulher procura mulher”. Vencido o dilema, era só esperar. E, não demorou para aparecer candidatas. Mas, nenhuma chamava a minha atenção. Não por conta da parte física, mas principalmente no campo das idéias. Até que um dia apareceu uma garota. Linda, mesmo nível cultural, idade parecida, inteligente, interessante, morava perto do meu trabalho e melhor: também nunca tinha tido qualquer experiência com mulheres.
Depois de almoços, telefonemas e emails marcamos um primeiro encontro com todas as terceiras intenções possíveis. E, tenho que dizer uma coisa com a maior honestidade do mundo: hoje entendo bemmmm os homens no quesito sexo. E, a facilidade com que eles encaram isso. Nós complicamos tudo e demais! Sexo é sexo. Ou se está com vontade ou não. E, isso independe do amor. Acho que depois dessa experiência fiquei bem mais “simples” em relação ao sexo. Se quero, quero. Se não, adeus. Eu estava com vontade e queria, ela também, mas sempre havia um “complicometro” quando tudo poderia ser bem mais fácil.
Antes de qualquer coisa, nos e-mails, sempre deixei claro que não queria um relacionamento, mas sim uma experiência sexual. Ela também porque era tão “hetero” quanto eu. Eu era ”casada”, morava com o namorado. Ela embora solteira só havia namorado homens. Entendido as regras do jogo, marcamos de nos encontrar no apartamento dela com o nítido interesse de ambas de experimentar.
Cheguei lá, ela me mostrou o apartamento, sentamos no sofá, abrimos uma garrafa de vinho e…. ela foi assistir Friends. Eu só pensava: “como assim??? Agora? Deixa a porcaria da televisão para lá”. Depois de terminado o maldito seriado e eu olhando o relógio porque já tinha que estar em casa há muito tempo, conversamos, vimos fotos, e ela falando, falando, falando. (Meninos!!! coitadinhos de vocês!!!! Mulher é bicho enrolado!!! rs). Eu pensei: “ué, estamos aqui para conversar ou para saber como é?”. Tudo seria muito mais fácil se tivéssemos pulado o tour pelo apartamento, o vinho, a televisão, as fotos e o falatório e tivéssemos ido direto para o sexo. Mas, não! Ela precisava de clima…
Depois de ouvir umas trinta e cinco histórias, não aguentei. Ela estava sentada no sofá e eu do lado. O pensamento insistente, já que da parte delas as coisas pareciam estar bem devagar: “agarro ou não agarro? E se ela me achar uma tarada! E se tiver um piti? Ah, dane-se!”. Numa fagulha de coragem, me aproximei e dei um beijo, daqueles de “novela”, para não correr o risco dela começar a falar novamente…rs.rs…
Sabe quando vamos experimentar um doce ou uma comida, que embora imaginemos ser gostoso, não temos muita certeza se vamos gostar e, então, provamos com cuidado? Pois foi assim. Era um beijo e o pensamento: “hummm, isso é bom”. Um beijo no cantinho da boca: “humm, não é que é bom mesmo?”… Um toque com a lingua no pescoço: “bom.. bom….”. O cheiro do perfume dela, os cabelos…”está ficando bom demais!”… Ombros…”mais…” e, ela tira a blusa, eu tiro a minha, toque nos seios, mãos, lingua… cintura…. umbigo, ela levanta a saia, toque por cima da calcinha… mais beijo na boca nada comportado, e, afeeeeeeeeeeeeeeee, faltou o ar!!!! E o relógio e o celular berravam que eu estava atrasada, muito atrasada. Tive que ir. Mas, com data marcada para voltar. Afinal, queria ir além dos beijos e agarros.
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Informação de interesse público: Para as meninas que têm vontade (não, não precisa confessar aqui), e suspeitam que pode ser “gostoso” ficar com uma outra garota, preciso dizer que qualquer imaginação não chega aos pés da realidade. É muito melhor. E olha que eu imaginei muitoooo antes de experimentar! O beijo é gostoso porque os lábios são mais finos, a pele é macia, o toque delicado é altamente excitante, o cheiro é suave, os cabelos, etc, etc, etc. Se existe esse desejo não perca tempo com bobagens, encucações e teorias malucas. Ficar com uma mulher é bom demais e você não vai virar homem no dia seguinte e se gostar do sexo com homens, não irá perder o interesse por eles. Sou prova disso. Embora ficar com mulher seja muito gostoso, ainda prefiro os “moços”. E, mais: para mim, o sexo ficou muito melhor com os homens depois que tive várias experiências com garotas. Primeiro por acabar com inúmeros pudores e deixar a imaginação participar intensamente da relação. Segundo porque mulher conheçe o corpo de mulher e essa troca ajuda a conhecer e entender melhor o nosso próprio corpo.
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E lá vem a tragicomédia…
Eu, que naquele momento ao sair do apartamento dela só pensava que minha única tragédia seria o relógio e o celular, cai redondamente do cavalo. Imagina se tragédia pouca acontece comigo? Que isso! Se Deus existe, ele definitivamente me escolheu para ser tubo de ensaio para confusões.
Minha visita ao apartamento da “moçinha” tinha sido numa sexta-feira. Na semana seguinte, ela faria uma viagem para o exterior, a trabalho, e permaneceria uma semana longe. Na minha ansiedade de principiante, achei péssima a idéia, mas depois me acostumei e esperei pacientemente para concluir o que havíamos começado. Durante a ausência dela, continuamos a troca de emails. No primeiro dia, três… eu respondi um. No segundo dia, uns dez - eu respondi dois. No terceiro dia, uns 15 - eu respondi três. No quarto dia, uns 20. Eu voltei a responder apenas um deles. No quinto dia, uns 25 e eu não respondi nenhum. No sexto dia, perdi a conta e diante de minha ausência uma ligação. Até ai tudo bem. Ela GOSTOU MESMO da coisa (minha santa ingenuidade imaginou). Mas, acho que ela gostou demais.
Toda a timidez e insegurança de uma pessoa que nunca tinha ficado com outra do mesmo sexo, se transformaram em certezas e paixão maluca. Quando ela voltou, fomos almoçar. Até ai tudo bem. Mas, ela me trouxe presentes. Achei estranho mas ok. Combinamos que eu dormiria no apartamento dela na semana seguinte. Enquanto isso rolava uns beijos escondidos no carro.
Durante essa semana, ela se convidou todos os dias para almoçar comigo. Aceitei no primeiro, no segundo e parei. Ela começou a ligar de meia em meia hora no meu trabalho. Chamei ela para almoçar novamente e comentei os excessos. Em contrapartida, ela conheceu um amigo tarado que trabalhava comigo, durante o almoço, já que ele se convidou para se sentar com a gente, e ela se aproximou dele. Ele achando que ela ia dar mole para ele. E ela achando que ficando amiga dele me teria mais perto. Resumo da ópera: percebi e pulei fora.
E aí começou meu pesadelo: Ligações chorando, emails imensos com teses de que tínhamos nascido uma para a outra, pedidos de que eu me separesse do meu ex para ficar com ela, desespero… etc..etc..etc.. E, ameaças… que ia contar para todo mundo, que eu não podia parar de vê-la, bla bla bla. Obviamente, o encontro da semana seguinte foi por água abaixo por que eu não quis… ai ela desesperou de vez… (medo, medo, medo!). Eu nunca fiquei tão desesperada..rs. Ela que era uma figura bem angelical, com seus cabelos loirinhos, olhar inocente e pequeninha, era para mim muito pior que o monstro do lago Ness.
E o meu pensamento insistente era só um: ”Isso dona K.! Nem fez a coisa direito e vai virar lésbica publicamente sem ao menos ter dado uma uma lambidinha?! rs rs rs Casa? Namorido? Vão saber! Acha pouco? Meus amigos? todos!!!! Trabalho…. atração pública!!!!” E nem uma lambidinha? tudo isso por nada?
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De insistente, o pensamento passou a ser desesperado:
Deus, por favor, me livra dessa! Por favor, por favor, por favor. Eu prometo que nunca mais vou querer colocar a minha boca em qualquer outro lugar senão em pirulitos ou lugares permitidos pelas escrituras sagradas! Por favor, por favor, por favor!
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Depois de quatro meses de “perseguição”, com cartas de páginas e páginas deixadas na recepção do meu trabalho, sempre acompanhadas de flores, chocolates, e outros presentes, descobri por um email que ela tinha encaminhado para vários amigos, o email da mãe dela pelo sobrenome (que óbvio não sabia de nada, muito menos que a filha era doidinha). Numa única ligação para ela resolvi o problema dizendo que ia conversar e contar o que estava havendo para a mãe dela, que ironicamente é psicóloga. Depois de muita resistência ela aceitou… E eu só agradecia o power point! E tem quem não goste deles! Mas, eles me salvaram…..
Mas, digam, se a coisa não poderia ter sido mais simples? Mas, não… tinha que ter uma bela “novela mexicana” na minha estréia ao mundo bi. A moçinha doida não desapereceu da minha vida por completo, até hoje - e isso tem alguns anos - me manda emails sociais, de como estou, se está tudo bem, etc etc. De vez em quando falamos por telefone. Tudo muito formal. Mas, nunca nos vimos novamente, embora várias vezes eu tenha prometido almoçar, o que segundo ela, isso virou “lenda urbana”. E é verdade, no fundo ainda tenho medo dela surtar novamente, então evito contato. Depois de algum tempo, ela começou namorar uma garota, se assumiu para os pais, amigos e, até mora junto com a moça. Parece que a maluquice inicial, foi apenas falta de tato para lidar com a situação e suas descobertas pessoais.
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Depois de alguns meses de trauma, e achando todas as mulheres loucas e todos os homens uns pobres coitados por aguentarem toda a instabilidade e carência afetiva femininas, só para ter um pouco de sexo, e com sorte amor, tive outras experiências com garotas, e dessa vez sem tragicomédias e finalmente com sexo! A promessa para Deus não foi cumprida, mas, também não me apareceram mais malucas…
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Apesar dessa estréia “carnavalesca”, assumir internamente e experimentar essa minha bissexualidade foi muito bacana. Aprendi muitas coisas sobre mim e sobre sexo. Especialmente, sobre como limitamos nosso prazer em nome de muitos preconceitos que são enfiados em nossa cabeça durante anos de discursos politicamente corretos.
Descobri também que dificilmente terei (e nunca tive) um relacionamento afetivo, de namoro, com uma mulher. Não por medo ou preconceito mas simplesmente por que prefiro verdadeiramente me relacionar com homens. Outra coisa, é que sexo por sexo é bom e não tenho nenhum receio de fazê-lo, desde que esclarecido para as duas pessoas envolvidas. Mas, que também para mulheres quando há amizade, carinho e cumplicidade o sexo fica muito melhor. E, a questão mais importante de todas: assim como com os homens, não sinto tesão por qualquer mulher, e esse tesão não ocasional geralmente tem pouco a ver apenas com a questão física. Tem a ver com encantamento, admiração, confiança, respeito, cumplicidade e desejo. E, tudo isso, só aconteçe se há real ligação, sintonia com a outra garota. E, principalmente, amizade.
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Falta aparecer uma ”linda” assim na minha vida por que faz tempooooooo….
E se aparecer, que ótimo! No fundo, todas somos mulheres - um pouco loucas, cheias de inseguranças, receios e desejos. Somos também corajosas e não paralizamos pelo medo. O importante é que se houver desejo, vontade, que não se amedronte e vá viver suas experiências. Vale sempre a pena e faz bem para a pele! …rs.rs.rs..
Esse é o verdadeiro sentido, para mim, de uma mulher que se valoriza. Entender, aceitar e viver seus desejos. E, para isso ela não tem que se desrespeitar, ser vulgar ou posar de “santa”.
Tem que ser apenas mulher.
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beijos! bom domingo!
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Ei gatinha K,
não li o “Lésbica I”, mas gostei muito desse post. Pelas razõs habituais, talento e inspiração “saindo pelo ladrão”, mas, sobretudo, pelo teor das “confissões”.
Jogo no seu time, ops, nada disso não… Quero dizer que, como (rs) você, acho que a sexualidade é questão individual, ninguém tem nada com isso. Há, sempre, que se respeitar as escolhas individuais.
Esse quesito, a “orientação” sexual costuma ser, no meu caso, a quinta ou sexta característica das pessoas, que me chamam a atenção. Antes dela vem a beleza física (nas mulheres, claro), o charme, a educação, a inteligência, o bom-humor…
A liberdade de escolha eh a coisa mais importante que temos na vida e nao podemos abrir mao disso certamente. Mas para tudo tem limites. Podemos tambem ser livres para escolher frear nossos desejos nao eh mesmo ? Afinal somos livres. Temos sempre que tomar o cuidado de nao magoar as pessoas que nos amam, independente do sexo ou intencoes. Simplesmente porque nao temos o direito disso. E para isso vale a pena usar o freio de mao se necessario.
Acho que nao existe limites para os desejos mas tambem nao acho correta a traicao. Se queres gozar de sua libertade mantenha-se livre em absoluto e nao crie amarras nunca com ninguem ! Isso foi o que fez a Simone que nos tanto admiramos. Mas se criar amarras tens que se responsabilizar por isso nao eh mesmo ? E as amarras tambem nao sao ruins. Apenas uma experiencia diferente que tambem tem suas vantagens. Nesse sentido, frear os desejos tambem nos possibilita realizacoes outras que nao sao possiveis se os desejos nao sao freados. Tudo tem seu momento na vida… e voce esta vivendo esse de liberdade plena ! Muito legal e aproveite ao maximo. Mas o outro lado, o da cumplicidade tambem tem coisas boas.
Voce faz bem em deixar clara suas intencoes. Isso eh bacana de sua parte. Mas eh importante respeitar as pessoas que nos amam, mesmo que elas sejam malucas e que seus sentimentos nao sejam retribuidas em igual intensidade. Ha que ter muita cautela quando pensamos em sexo apenas por sexo. Eh otimo ! Maravilhoso ! Mas nao podemos ser egoistas de envolver alguem que nao fale a mesma lingua. Ha que existir consenso e ha que estar certa de que esse consenso eh verdadeiro. Voce aprendeu isso em sua primeira experiencia nao eh mesmo ?
Afinal, me sinto ridicula mas tenho que citar o pequeno principe agora
pois eh a mais pura verdade: “Tu te tornas eternamente responsavel por aquilo que cativas.”
beijocas
Lys
É…
não dá para refutar seus argumentos.
nem evitar a curiosidade. ;P
bom domingo.
bjsssss!
[...] K. do Incompletudes finalmente escreveu a continuação do “Toda mulher nasce lésbica?” e mandou muito bem. Para quem não leu, aconselho dar [...]
Deus. estou chorando de rir.
Você sente especial prazer em nos divertir?
Ou só acha que o humor é uma forma de expressão melhor que as outras?
No mais quando teier tempo respondo isso como merece, que apesar da filosofia barata o texto tem bastante conteúdo.
Adorei o seu texto, as suas confissões, tudo…
E finalmente os power points serviram pra alguma coisa nessa vida. =P
Confesso que não li tudo, mas nem preciso dizer que aprovo abertamente teus argumentos; quem sabe eles ajudam a trazer mais meninas para a “luz”. Rsrsrs!
beijos…
Achei demais. A gente dá um dedo e querem o braço inteiro.
“…Nem fez a coisa direito e vai virar lésbica publicamente sem ao menos ter dado uma uma lambidinha?!
E nem uma lambidinha?…”
kkkkk³
Beijos K.
é, não há como negar, amplitudes infinitas… um leque abrindo em espiral contínuo.
esclarecedor.
Valeu Fessora
bom restinho de domingo.
Vc é um para-raio de loucos garota. Parece a minha cunhada que está com uma stalker a espreitando.
Ponderações sobre o post:
1) Até hoje não entendo como mulher gosto de homem. Somos fedidos, sujos, mal vestidos, peludos, grossos, e quando com tesão nosso cerebro se desliga e a cabeça de baixo que comanda.
2) É realmente muito dificil aguentam o nhenhenhen das mulheres. Todas as inseguranças, dissimulações e tal muitas vezes só pra cosneguir passar a mão. Eita bicho complicados que vocês são.
Eu também gosto muito de garotas! Aliás, só gosto de garotas. Confesso!
Olá, K,
Penso que homens e mulheres têm atitudes muito diferentes quando se conhecem.
Às vezes, acho que todas as palavras que o homem diz se traduzem por sedução. E as que a mulher responde se traduzem por defesa.
Duas mulheres se seduzindo, para mim, é intraduzível.
JR.
K!!!! você consegue nos mostrar …de uma forma delicada ..nossos …pequenos ..medos ..nós mulheres temos …segredos…profundos ….infinitos….mas!!! insubordinadas…grande beijo moça lúcia
Adoro esses seus posts enormes! ainda mais qdo polemicos!
liberdade de viver a vida como se acha melhor é essencial e ninguem tem nada a ver com isso mesmo!
e acho q vc tem razao, como os homens nos aguentam??Rs deve ser bem dificil.
Mas eu tbem nao acho q eles sejam la muito simples..rs
otima semana!
beijo gde !
Texto muito legal. Diferenças, pensamentos, vontades, curiosidades…
bjs,
Apóio (e compartilho com) o Mr Almost; melhor comentário a esse post.
Carissima K.,
Tenho acompanhado seu blog e acho ele fantastico, o melhor que vi nos ultimos tempos. Mostrei para um amigo e ele achou muito bom, mas disse que eu aumentei o elogio.
Sim, ha um universo de blogs.. mas o que vc escreve eh exatamente o que eu penso e/ou vivencio, ou melhor, tento vivenciar. Provavelmente ele nao tenha as vivencias que vao de encontro com seus escritos, apenas isso.
Embora seja visto, com justa causa, como um sujeito ultra-direita, conservador, moralista.. acredite, sou apenas eu, um livre pensador.
Como digo tambem aos amigos: viver fora dos padroes requer cultura, dinheiro, requinte e muita inteligencia. Infelizmente aqui se atribui o dito imoral ao vulgar, marginal e desonesto. mas fico feliz em encontrar pessoas que provam ao contrario.
Parabens pelo magnifico blog.
Meu blog apenas de ativista parlamentarista esta em
http://tamazato.blogspot.com
Abracos,
JAT
Bom texto! Esclarecedor, pelo menos para mim!
Ontem, tomei um pé de uma menina! Duro! Muito mesmo!!! Apesar do pouco tempo que fiquei com ela, já estava de 4.
Resultado, passei a noite com apenas 2 horas de sono, 8 latas de cerveja e uma garrafa de vinho….
Não só mais menino e este foi apenas mais um dos muitos relacionamentos que já tive. Mas, foi a primeira vez que fui dispensado, daí todo o meu sofrer.
Uma amiga em comum, confessou-me hoje um detalhe sobre esta menina;
Eu fui apenas mais um dos caras que ela fez isto. Fica um tempo e depois diz que vê futuro na relação e termina.
O motivo:
Esta menina teve como único relacionamento duradouro outra menina! E por todas as dificuldades que o meio social impõe, ela terminou com a menina e tenta se achar com meninos.
Claro que não rola!
Uma pena!!!
Pena para mim porque ela é fantástica vou sentir muita falta de sua companhia.
Mas, o que me deixa mais triste é ver que ela sofre, sofre por não se encaixar e sofre por se omitir.
K, desculpe o tamanho do comentário e o desabafo.
Beijo
[...] sobre a ditadura imposta pela industria da beleza e depois um outro post tratandoo delicado tema da lesbofobia. E para quem pensa que a lesbofobia nao eh um assunto a se tratar pelas mulheres esta muito [...]
Olá!!!
Achei a sua história muito bacana…. o que vc escreve é exatamente o que eu tento vivenciar…..rsrs
Só não encontro a pessoa certa para desfrutar dessa experiência.
Parabéns pelo blog..
Kissess
Sou tão inexperiênte quanto vc, quando começou. Tenhos desejos de experimentar e ser experimentada por uma mulher. mas sinceramente, não sei nem como começar, e, nem com quem falar.
Vanessa de campos. gostaria de te conhecer !!
adoreei os 2 post’s …
minha história nãaum parece tantuuH cum a sua, maas taLvez tenha um finaaLzinho BEM PARECIDO, rsssssss.
—> Ulki REALMENTE importa, éeh ser feliiZ !