Múltipla - uma viagem de SP ao RJ

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O ano era 2001. O cenário de mudança. De casa e estado civil. Depois de algum trabalho o namorado havia me convencido que, por comodidade e conveniência, seria mais interessante que fosse morar com ele. Aceitei, titubeando, mas segui. Seis meses depois, queria sair dali correndo. O motivo não era ele, mas eu. “Bicho” preso é sempre inquieto. Mas, com a rotina tão simplificada por que não ficar? Os seis meses viraram seis anos.

Para aliviar o processo de ansiedade, e não cometer homicídio/suicídio iminentes, escrevia por horas, durante à noite, pesquisava, lia e conversava no ICQ, com amigos. Um deles, jovem escritor em ascensão, que compunha sobre as religiões neopagãs e vez ou outra me sequestrava para bater tambor e cantar para a Lua no Parque do Ibirapuera, me acompanhava por horas numa mistura de falatório sem importância, correção dos originais do seu segundo livro e histórias sobre as deusas celtas, gregas, romanas, hindus…  

“Amore, qual destas deusas me representaria melhor?”, “Você não é nenhuma delas, baby. Na sua infinita incoerência existencial, você é a própria deusa tríplice. Ora donzela, com toda a vontade de viver. Ora mãe, e sua superproteção. Ora anciã, repleta de reservas. Tríplice, meu bem”.

Em mais uma das noites, chamada pelo “barulhinho” do ICQ, surge na telinha piscante amarela: 

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- Baby, preciso de um favor seu. Você ainda trabalha naquele jornal?

- Sim! O que tem o jornal?

- Tem um amigo meu chegando dos EUA nos próximos dias. Vai precisar de trabalho.

- Ele é jornalista? É brasileiro?

- Ainda não se formou. É americano, mas fala e escreve bem português. Os pais são brasileiros. Vai precisar arrumar qualquer coisa - de preferência nessa área.

- Posso tentar…

- Vou passar seu UIN para ele, ok?

- Sim!

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Quase um mês depois o tal americano não tinha dado sinal. A tradicional pizza da última sexta-feira do mês, na casa do amigo escritor, tinha naquela noite uma peça a mais. Lawrence. Ou, simplesmente, Law. Meu amigo logo se apressou em apresentá-lo. Comum, nem mais - nem menos.  Vinte e poucos anos, tênis, calça jeans, camiseta, brinco na orelha, piercing na língua, algumas pulseiras no braço. Ficou lá, durante todo o tempo, falando como o Brasil tinha mudado desde a sua última visita. Depois, por seu natural interesse relativo ao trabalho, se aproximou para conversar.

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- Você que está me ajudando com o trabalho, certo? 

- Sim, posso tentar algo. Trabalhou nos EUA?

- Sim. Artes.

- Interessante. Em que área exatamente?

- Depende.

- Depende? Não entendi.

- Depende de quem eu era naquele momento.

- Como assim, de quem você era?

- Somos muitos…

- Ah…

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Minutos depois agarro meu amigo escritor pelo braço e o jogo com certa energia no único banheiro da casa. “Que isso baby? bebeu demais? Nem vem, sou gay. G-A-Y. Entendeu? Sei que sou irresístivel, mas isso aí que você tem não me interessa não”. “Nada disso! Quero saber se seu amigo usa drogas! Ele veio com um papo estranho de que trabalha em diferentes áreas dependendo de quem ele é. Que papo é esse?”. “Ah, baby, esqueçe isso. Digamos que ele é instável profissionalmente, mas ótimo sujeito. E trabalhou muito tempo num antiquário”. “Humm, não sei não. Nada de drogas mesmo?” “Nada baby, relax”. “Ele é gay?”. “Depende”. “Depende do quê? Ou é gay ou não”. “Depende do momento”. “É bissexual, então?”. “Nem pensar. É bem hetero, mas depende do momento”. “Pelo amor de todas as deusas! Esse ‘depende do momento’ pegou você também! “.

Mesmo com o primeiro contato ”suspeito”, nas semanas seguintes Law demonstrou ser um sujeito tranquilo e divertido. Bem ”normal”, em uma segunda avaliação. Como passei a apresentá-lo para diversos conhecidos, para uma possível vaga de emprego, acabamos nos encontrando muitas vezes. Almoços, reuniões, chás à tarde, pizza de sexta, telefone, ICQ, emails. A amizade foi construída rapidamente. Embora jovem, tinha vivido muitas coisas interessantes, em países diferentes, o que acabou chamando minha atenção para suas conversas e excentricidade.

O contato foi reforçado depois que o ajudei a montar seu apartamento em São Paulo. Virei uma espécie de guia de lojas. Três meses depois, havíamos estabelecido uma boa amizade. Já não mais tão formal e composta por ressalvas ao seu comportamento. Nem sempre compreendia seus pensamentos e histórias. Mas, com a falta de tempo originada pelo trabalho e minha condição de “semi-esposa”, não fazia muita questão de entender.

Num desses encontros, no qual havia passado praticamente o dia todo ajudando na busca de algumas universidades, para que ele pudesse fazer a transferência definitiva de sua matrícula para uma escola brasileira, paramos num final de tarde no Fran’s Café, da rua Heitor Penteado, em São Paulo. Estava morta de fome. Era uma segunda-feira, meu dia de folga no jornal depois de um merecido plantão durante o fim de semana.

Escolhemos uma mesa na parte mais isolada da loja, em frente a um extenso vidro, que atingia praticamente toda a parede e dava visão total para a rua. Além de um ar “cult“, fruto da própria decoração com revistas e livros, o Fran´s é um recanto para aqueles que além do café querem só papear. O cenário não era totalmente agradável pelo barulho, hora ou outra, de buzinas por conta do tumultuado trânsito das 17h00. Pão de queijo e duas xícaras generosas de chocolate quente, incrementadas com conhaque que Law levava no carro. Veio em boa hora, o frio estava congelando a alma e o assunto estava tão frio e sólido como um cubo gelado.

Meu novo amigo que em sua apresentação demonstrou um certo grau de esquisitice e, depois de uma temporada de curta convivência me fez mudar de idéia, parecia novamente estranho. Do falador das últimas semanas passou ao silêncio, quase absoluto, me deixando presa num quase monólogo, não fossem suas respostas formadas por palavras solitárias.  “Não”, “Possivelmente”, “Talvez”, “Sei”, “Sim”, “Quero”, “Concordo”.

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- Vai continuar bebendo?

- Sim

- Já escolheu a universidade?

- Não

- Mas, vai decidir logo, não é?

- Possivelmente

- A primeira parece ser a mais adequada.

- Concordo.

- Quer mais chocolate quente?

- Quero

- Está chateado? Está tão quieto!

- Talvez.

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Duas horas depois, mais chocolate quente e o monólogo passara então ao próprio cinema mudo. Eu, que estava sentada de frente ao grande vidro que dava para a rua, olhava os carros e o movimento que continuava intenso. Ele, que parecia passar por um processo de parto mental olhava para o teto, para as revistas, para as mãos, para a garrafa de conhaque, que nesta hora já havia sido tocada algumas vezes, entre um chocolate quente e outro, além das doses solitárias. O chocolate quente havia sido substituido por cafés. “Law, realmente preciso ir embora. São 21h00. Vamos? Daqui a pouco o namorido chega em casa. Sou uma senhora”. 

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- Escute…

- Ah, finalmente, você não ficou mudo! O quê? A música? É a louca da Courtney Love… ou a banda dela. Sei lá como chama!

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Oh make me over / I’m all I wanna be

Oh, me supere / Eu sou tudo que quero ser

- Você é tudo o que você quer ser?

- Eu? Ás vezes….

- E por que não por inteiro?

- Por não dá… nem sempre dá…

- O que te impede?

- Estamos separados em compartimentos, organizados, casa, trabalho, família.

- E se suas gavetas estivessem bagunçadas? E se não houvesse nada disso?

- Certamente seria mais fácil.

- Onde você estaria agora?

- Agora? Neste momento? Ah… em tantos lugares!

- Diga um.

- Talvez, no Rio de Janeiro, em Volta Redonda, onde meu irmão do coração mora com a esposa. Já te falei dele…

- Você é dessas “peles de celebridade” que a música fala?

- Lógico que não! Acho que você já bebeu demais…

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Oh look at my face / My name is might have been
My name is never was / My name’s forgotten

Oh, olhe para minha cara / Meu nome é “poderia ter sido”
Meu nome é “nunca foi” / Meu nome é “esquecida”

- Você parece que “poderia ter sido” várias coisas…

- Ah, Law, fácil falar não é!? E você? É tudo o que quer ser? Ou também é um “esquecido”?

-  Eu sou o que quero ser. Por isso sou muitos…

- Ih, começou o papo estranho novamente, do “somos muitos”, de quando nos conheçemos, é? Quer saber? Não entendi bulhufas!

- Vai entender. Eu vou te ensinar.

- Ah vai é senhor sabichão?

- Vou. Vamos embora.

- Só me aparecem loucos! Você estava tão normal! Cadê o cara normal?

- É “o outro”. Somos muitos.

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You better watch out / Oh what you wish for /

It better to be worth it

Melhor você tomar cuidado / Com o que você deseja /

É melhor valer a pena

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Caixa do Fran´s, carro, loja de CD, música alta, caminho errado, tapas, mónologo novamente, cantoria, garrafa de conhaque, estacionamento, carro deixado lá por dias, 22h30…

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- Tietê? O que estamos fazendo na rodoviária Law? Pelo-amor-de-todas-as-deusas! Preciso ir embora.!

- Você não vai. Liga para o seu namorado.

- E vou dizer o quê?

- Diz que você volta em breve, que foi buscar seus outros “eus”.

- Não posso! Ele vai achar que enlouqueci!

- Tarde demais para ser “senhora Hollywood”.

- Secretária Eletrônica! Ainda está na pós! Não vai atender o celular!

- Deixa recado. Vai logo. “Senhor, duas passagens para Volta Redonda, por favor”.

- Ai!

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“Oi, é a K. Tive um imprevisto. Estou indo para o Rio para resolver um problema do jornal. Minha bateria está acabando, não tive tempo de passar em casa. Assim que puder ligo. Beijo. Volto logo”.

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A viagem durou cerca de quatro horas e meia e chegamos durante a madrugada. Dormimos no banco da rodoviária de Volta Redonda, esperando amanhecer para irmos até a casa do meu amigo. Já dia, esse quase irmão me recebeu muito bem, e enquanto tomávamos café da manhã as perguntas, das quais muitas eu não tinha a resposta, foram inevitáveis: ”quem é esse?”, “afinal, o que você veio fazer?”, “enlouqueceu de vez?”.

No dia seguinte, depois de passarmos pelo shopping para comprar roupas, partimos. Não para São Paulo. Eu ainda tinha que buscar “as outras” que moravam em mim. De terça-feira à sexta daquela semana, passamos além da terra do meu amigo, por Barra Mansa, Resende, Quatis e Penedo. Cidades interioranas do Rio de Janeiro, onde as pessoas param para escutar os “forasteiros”. 

Em todos os lugares, Law assumia um traço de personalidade diferente e me incentivava a fazer o mesmo. Para as outras pessoas, ele foi meu marido, advogado, fugitivo da polícia, cantor internacional, gay, mochileiro. Eu, assumi os nomes e a personalidade das “deusas” do livro do meu amigo escritor. Fui a malvada Hécate (uma esposa que persegue o ex marido), a equilibrada Gaia (profissional, pé no chão mas envolvida por um criminoso), a romântica Afrodite (que apaixonada por seu cantor seguia-o fielmente), a guerreira Artemis (aventureira, que viajava pelo mundo), a esposa Hera (que não percebeu que o marido era gay), e a sedutora Lilith (esposa vadia, que não valorizava seu fiel marido).

Pulamos muros, quase me afoguei em Penedo, encontrei o paraíso em uma casa só de chocolates, transei com meu amigo e foi a pior transa da minha vida até hoje, vi ele transando com outra e, depois, com outro, choramos baldes, rimos à vontade, comemos de menos, fomos em um baile funk, depois numa gafieira, bebemos demais, dormimos no zoológico de VR, contracenamos nossos próprios roteiros.

Quatro dias depois e algumas explicações nada convincentes - para o namorido e para o jornal -, voltei a ser K. Mas, certa de que, embora sejamos únicos, temos inúmeros “outros” possíveis dentro de nós. Basta libertá-los.

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Law morou alguns anos no Brasil e voltou para os EUA para buscar alguns “eus” perdidos em seu antiquário pessoal. Retornou novamente, é casado e vestiu-se definitivamente de marido.

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E, o conhaque… esse acabou mesmo na primeira noite!  

:) 

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boa semana a todos e sorry (sorry nada!) pelo tamanho do post!

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20 Comentários

  1. Comentário de Sig Mundi on Fevereiro 25, 2008 8:00 am

    Vi alternativas: ou você achou muitos “eus” perdidos, ou perdeu seu próprio eu, ou não encontrou nem achou nada! Apenas viveu diferentes momentos, que você se permitiu!

    bjs

  2. Comentário de cochisepoeta on Fevereiro 25, 2008 10:40 am

    Admirei muito o seu amigo.
    Fantástico, só um pouco exagerado. Ter que viajar isso tudo apena para buscar os outros eus?
    O mundo precisa de mais pessoas como ele.
    Precisa mesmo.

  3. Comentário de Matt. on Fevereiro 25, 2008 10:48 am

    Adorei este post seu K. e não faço a menor dúvida que tivessemos vários eu em nós, ainda que o jeito daquele teu “amigo” me deixa pensar que ele tem um certo problema para controlar os múltiplos EUs dele… risos

    Gostei. Me fez pensar na vida e suas curvas sensuais… (as da vida, as suas não sei, rs)

    Um beijo,
    Matt.

  4. Comentário de Andarilho on Fevereiro 25, 2008 11:37 am

    Eu não sei se gostaria de libertar meus outros ‘eus’ escondidos. Eles estão lá por um motivo.

    Só pra constar, esse fds tava assistindo Dexter e até me identifiquei com o cara!

  5. Comentário de lucia on Fevereiro 25, 2008 1:21 pm

    Io ” K’ !!!! realmente uma grande ” aventura”.. ´sempre bom mostrar nossos “eus” …..”alimenta” a alma …gostei muito do post……beijos lúcia

  6. Comentário de w.Moscolini on Fevereiro 25, 2008 1:37 pm

    Ai quantos “EUS”!! Já escrevi sobre vários tmb!!!
    Bjão

  7. Comentário de Bob on Fevereiro 25, 2008 1:59 pm

    “Caixa do Fran´s, carro, loja de CD, música alta, caminho errado, tapas, mónologo novamente, cantoria, garrafa de conhaque, estacionamento, carro deixado lá por dias, 22h30…”

    Tapas?

    Voltando ao assunto, mas que loucura menina. Cada um que aparece na sua vida. Não sei se tenho muito eus dentro de mim e se tiver eles se escondem muito bem e são educados o suficiente para não me encherem o saco.

  8. Comentário de Ricardo Rayol on Fevereiro 25, 2008 2:21 pm

    eu já teria descartado o sujeito na hora que ele viajou na maionese.

  9. Comentário de Mariah on Fevereiro 25, 2008 3:02 pm

    a velha história de Doroty, Totó, Espantalho, Homem de Lata…etc, etc, etc. Relutamos muito em nos acostumar (ou consolar) com trânsito, contas a pagar, lápis para apontar, depilação, cineminha básico (quando dá)…muitas vezes é melhor manter nossos “eus” sob as luzes do palco.
    mas sempre vale a experiência.
    mariah

  10. Comentário de A Outra on Fevereiro 25, 2008 4:41 pm

    tenho inveja nao…
    vou tentar isso lá pela “zorópa”… rs

    A Outra já é um outro “eu”… to viajando na maionese tb. (preciso)

    beijos e boa semana!

  11. Comentário de Ciça on Fevereiro 25, 2008 6:27 pm

    Jesus Maria josé… que post… que história… que licao de vida… Mana, 10 pra vc!

  12. Comentário de Nine on Fevereiro 25, 2008 7:38 pm

    Oie
    Nuss.. então todo mundo temum “outro” dentro de si??
    Gostei… acho que ne mim dever ter um monte… tudo apertadinho no meu corpo pequeno… rsrsrs

    beijus =*

  13. Pingback de Multíplos “eus” e o equilíbrio « Desbipolarizando on Fevereiro 25, 2008 9:20 pm

    [...] “eus” e o equilíbrio Hoje estava lendo esse post no blog da K., e fiquei pensando em mim. Pensando em como podemos ter muitas faces, como podemos ter muitos [...]

  14. Comentário de G on Fevereiro 25, 2008 10:33 pm

    Kastor
    Parece que você vivenciou na prática aquilo que ando repetindo de que a vida imita a arte e que somos muitos, que nos reescrevos todo o tempo. Portanto “dois” reescrevendo-se é revivenciar ao cubo, uma viagem sem fim como num jogo de espelhos - não sei se borgiano ou baiano. Talvez eu ainda seja mais louco do que você - não se torture! rs - porque vivencio dia a dia esse tipo de coisa, só que sozinho, dentro de mim e fazendo cara de árvore para os outros e sem material para um post porque sou eu comigo.
    Beijo Beijo

  15. Comentário de G on Fevereiro 25, 2008 10:35 pm

    Endereço certo desse ´COMENTÁRIO AÍ EM CIMA.

  16. Comentário de Calvin on Fevereiro 25, 2008 11:40 pm

    Adorei. Que pena que nunca nos encontramos no msn.
    beijo moça.

  17. Comentário de DGirl on Fevereiro 26, 2008 12:46 am

    K.
    Ler esse texto hoje me fez sentir a mais normal das criaturas…
    Minha nossa cabeça ferve de vida, passado, presente, futuro… Indagações e curiosidade sobre minhas facetas.
    Não sei se teria ido com esse cara mas sei q existem várias de mim pela minha história… Estou em metamorfose declarada.
    Adorei passar por aqui hoje.
    Saudade.

    ((P.S. Estou para ir à S.P. adoraria te ver. Beijosss!))

  18. Comentário de Redneck on Fevereiro 26, 2008 4:17 am

    E eu me sentindo culpado diante de minha verborragia. Garanto que, com você, não dá para se furtar a um DR, como eu disse para Amèlie. Mas, eu vim em paz. E deixei um meme para você lá em casa. Assim como disse para Amèlie, passa lá para um chazinho. Sou bom ouvinte, além de leitor. Beijo!

  19. Comentário de Carol on Março 1, 2008 7:42 pm

    eu e meu primo costumávamos fazer isso de assumir personalidades diferentes quando saíamos só os dois. sempre gostei de viajar sozinha para lugares desconhecidos para poder ser quem eu quisesse. um exercício de liberdade delicioso.
    beijo,
    carol

  20. Comentário de Lys on Março 2, 2008 1:18 am

    Esse law eh fantastico ! Fico feliz que tenha conhecido alguem assim… mas uma hora sempre escolhemos um papel nao eh mesmo ? Ele escolheu o de marido. E isso significa que antes de fazer a escolha ele se encontrou com todos os possiveis eus nao eh mesmo ?

    E voce ? ja encontrou todos os seus ?

    beijinhos
    Lys

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