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Hoje, gostaria muito de pedir a ajuda de vocês.

 

Como todos sabem aqui sou uma cliente fiel das principais livrarias de São Paulo. Uma delas, que tenho muito gosto em visitar, é a Livraria Cultura. E, mensalmente, costumo deixar por lá cerca de R$ 250,00 - o que anualmente representa cerca de R$ 3000,00. Um dos motivos que me leva a comprar em algum lugar é saber que essa empresa é ética e responsável com seus clientes e funcionários. Pode parecer bobagem, mas para mim importa.

Hoje, para o meu total espanto leio no jornal DCI - uma publicação séria e respeitada - que a livraria Cultura cancelou o plano de saúde de um de seus funcionários, que está afastado porque tem um câncer cerebral, já que ele estava onerando demais a empresa.

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Leia:

“Creio que salta aos olhos de qualquer um o tamanho do sofrimento pelo qual eu e minha família estamos passando. Mas a dor maior me aguardava, a pior de todas, a provinda da ganância e da falta de solidariedade do ser humano para com o próximo.
Meu tratamento de quimioterapia deixou repentinamente de ser custeado pelo meu plano de saúde, por ordem de meu empregador (Livraria Cultura, São Paulo, Avenida Paulista), para o qual trabalho desde 2005 (apesar de afastado desde abril de 2007 por razões óbvias). Segundo a empresa, o meu tratamento quimioterápico onera-a por demais (diminuindo os seus lucros).
A empresa concedeu-me então a opção absurda e imoral de custear os honorários de advogado para que eu acionasse judicialmente o Estado para fornecer a quimioterapia oral. Proposta obviamente recusada. O diretor presidente da Livraria Cultura, Sérgio Herz, não satisfeito, ligou para a minha esposa e agrediu-a de tal forma que ela chorou copiosamente por muito tempo. Aos berros, chamou-a de mesquinha e de preconceituosa.”

Leia a carta completa no site do DCI: Uma história de horror e a tragédia dos planos de saúde

 

Pois bem meus amigos, como bem disse o início do texto, é realmente uma história de horror. Uma empresa que cancela o plano de saúde de seu funcionário, na hora em que ele mais precisa, não merece que eu coloque meus pés por lá. Como consumidora, a partir de hoje, deixo de ser cliente da Livraria Cultura, no qual tenho até “cartão fidelidade”. Passo a comprar a partir de agora apenas com a Saraiva e a Siciliano, suas grandes concorrentes. Não compactuo com empresas que não respeitam seus funcionários.

Creio que todos nós, como consumidores, deveríamos DIZER NÃO para este tipo de atitude. Até porque somos NÓS que sustentamos o lucro destas companhias. PORTANTO, NÓS TAMBÉM PODEMOS DEIXAR DE DAR ESTE LUCRO.

Certamente, meus R$ 3000,00 não farão a menor diferença para a Livraria Cultura. Porém, creio que se todos nós, em campanha, assumir essa mesma postura, contra esta atitude incompreensivel de uma empresa, podemos sim significar um grande prejuízo. E, portanto, quem sabe, o senhor Sérgio Herz, presidente da empresa, passe a reconsiderar o pagamento integral do tratamento de seu funcionário Leonardo Cuisse Araújo.

É lamentável que isso ainda ocorra no Brasil, ainda mais vindo de uma “casa de cultura”. Eu acredito verdadeiramente que LUCRO e HUMANIDADE podem caminhar juntos no mundo dos negócios. Depende também que nosso olho esteja bem aberto para este tipo de atitude.

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VOCÊ PODE ME AJUDAR?

 

É simples. Se quiser dizer NÃO também ao comportamento da Livraria Cultura, deixe seu nome aqui, junto ao meu, para que eu envie na próxima semana uma carta à empresa, dizendo que NÓS CLIENTES DA LIVRARIA CULTURA, não aprovamos essa atitude. E, portanto, só passaremos a comprar novamente na empresa quando ela repensar a atitude com seu funcionário.

Se você também tiver um blog, pode me ajudar a divulgar essa campanha. Já vimos como a internet pode mobilizar muita gente. Coloque o selo acima e vamos bater o pé contra isso.

Se há uma coisa que realmente abomino é empresa que não tem humanidade com seus funcionários. Especialmente em casos de saúde, hora em que a pessoa está mais fragilizada.

 

Me ajudem. Pleaseeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!

beijos. obrigado!!! :)

 

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EU NÃO COMPRO MAIS NA LIVRARIA CULTURA

Enquanto ela não voltar a custear o tratamento de seu funcionário Leonardo Cuisse Araujo

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E você? 

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ATUALIZAÇÃO

Pessoal, agradeço às pessoas que estão me enviando email e deixando comentários aqui ou colocando o selo em seus blogs. Enviei hoje à tarde um email para a assessora de imprensa da Livraria Cultura, pedindo um posicionamento (email abaixo). Vou deixar também o email da assessora aqui, para quem quiser, enviar um email pedindo o posicionamento, como cliente. Com a assessoria de imprensa é mais fácil chegar à direção da empresa do que os habituais Serviços de Atendimento ao Consumidor.

O nome da assessora de imprensa é Thais Arruda e o email é thais.arruda@livrariacultura.com.br

vamos pedir um posiconamento!

beijos e obrigado novamente a todos.

 

Sobre a Livraria Cultura‏
De: K. - Incompletudes (incompletudes@hotmail.com)
Enviada: quinta-feira, 8 de maio de 2008 20:15:59
Para: thais.arruda@livrariacultura.com.br
Oi Thais, boa tarde
 
 
Li a informação hoje no jornal DCI que a Livraria Cultura suspendeu o plano de saúde a um de seus funcionários. 
http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=5&id_noticia=227035#d
  
Gostaria de saber se a informação procede (já que creio que o DCI não publicaria se o fato não tivesse sido checado). E, qual o posicionamento da empresa em relação ao assunto. Se vão reconsiderar da infeliz decisão.
 
Como jornalista, blogueira e especialmente como cliente da Livraria Cultura senti um enorme desapontamento em relação à questão.
 
Espero que sejam tomadas providências. Gostaria, por favor, de saber o que será feito em relação ao tema.
 
Enquanto isso, tomo a liberdade de colocar um protesto em meu blog sobre o assunto. Estou suspendendo qualquer tipo de compra na Livraria Cultura e pedindo aos meus amigos que façam o mesmo. Meu blog em 8 meses já passou de 111 mil acessos.
 
http://incompletudes.wordpress.com/2008/05/08/diga-nao-a-livraria-cultura/
 
Estou pedindo para que os leitores do blog entrem em contato também com a Cultura.
 
Como jornalista, que atua na área de economia, também acessarei os veículos de comunicação no qual trabalho.
 
Gostaria que você, como assessora de imprensa do grupo, avisasse a direção sobre esta questão.
 
Fico no aguardo de um retorno, sobre a posição da empresa.
 
Deixo em observação, que qualquer atitude que retrate o posicionamento da Livraria Cultura em relação ao seu funcionário será considerada e igualmente valorizada em meu blog. Sendo o protesto retirado imediatamente caso algo seja feito para tal retratação.
 
 
Esse email também será publicado por lá.
 
Obrigado.
 
K.
Blog Incompletudes.
 
 
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RESPOSTA DA LIVRARIA CULTURA

 

RES: Sobre a Livraria Cultura‏
De: Thais Arruda (thais.arruda@livrariacultura.com.br)
Enviada: quinta-feira, 8 de maio de 2008 20:24:18
Para: K. - Incompletudes (incompletudes@hotmail.com)

Prezada jornalista,

Gostaríamos de esclarecer alguns pontos sobre a acusação feita por Leonardo Cuisse Araújo em carta publicada no DCI de quinta-feira, 8 de maio de 2008, na coluna assinada por Sebastião Nery. Leonardo é funcionário da Livraria Cultura e está afastado desde abril de 2007 por motivos de saúde. Ele iniciou tratamento médico contra um câncer em agosto do ano passado e teve todos os custos cobertos pela seguradora de saúde com a qual a Livraria Cultura mantém contrato desde abril de 2006. Como a quimioterapia oral (uso do medicamento Temodal) prescrita para Leonardo não tinha cobertura do plano de saúde, conforme cláusula contratual, e seu custo era extremamente elevado, a Livraria Cultura decidiu arcar com esta despesa para que Leonardo pudesse seguir seu tratamento adequadamente. A Livraria Cultura pagou a quimioterapia oral de Leonardo por seis meses e, neste período, se ofereceu para pagar os honorários de um advogado para que ele acionasse judicialmente o Estado para receber dele o medicamento. Afinal, este é um direito constitucional de todo cidadão brasileiro. O funcionário não quis acionar o Estado, sem qualquer justificativa. Mas, em março de 2008 a Livraria Cultura descobriu o porquê. Leonardo já havia acionado o Estado e, através de uma tutela antecipada, já tinha assegurado o direito de receber o Temodal gratuitamente. Dessa forma, tornara-se desnecessário o fornecimento do medicamento pela Livraria Cultura, o que era feito por mera liberalidade.

Diferentemente do que o Leonardo afirma, ele continua associado ao referido plano de saúde. A Livraria Cultura também não mudou de plano de saúde, como Leonardo menciona em sua carta. A seguradora apenas trocou a rede credenciada e, inclusive, Leonardo dispõe agora de duas redes de atendimento, a própria da seguradora e uma rede terceirizada com cobertura nacional. Ou seja, Leonardo continua tendo todo seu tratamento pago pela seguradora e ainda tem o direito de receber a medicação prescrita pelo Estado.

A Livraria Cultura é uma empresa idônea e todos os comprovantes necessários para a verificação da veracidade do que afirmamos nesta carta estão disponíveis em nossa sede, como a tutela do Estado e a apólice em vigor de seu plano de saúde. O seguro saúde empresarial contratado pela Livraria Cultura está de acordo com a Lei 9656/98 e cumpre todas as exigências da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Sem mais,
Livraria Cultura S.A

NÃO ME CONVENCEU. TE CONVENCEU???

 

 

Você me ama o bastante para que eu possa ser fraco com você? Todos amam a força, mas você me ama pela minha fraqueza? Esse é o verdadeiro teste. Você me ama despido de tudo que pode ser perdido, apenas pelas coisas que eu terei para sempre?

Ainda do livro: Ensaios de Amor, de Alain de Botton.

 

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para pensar… porque às vezes, e quantas não são elas, amamos só a força e a fantasia do outro. 

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TRILHA SONORA DO DIA

(Por que é a trilha sonora de um dos meus filmes preferidos, que tem uma frase genial e tem a ver com o post de hoje…)

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“EU AMO TUDO O QUE DÓI EM VOCÊ”

Do filme Closer

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Então, vim aqui contar uma coisa vexatória porque os comentários que vocês deixaram ontem me fizeram ter o seguinte pensamento: “uia, quem é essa santa que eles estão falando??”. Vocês são muito generosos. Reconheço meu ato (impulsivo) como prova de carinho por alguém, mas, é só. Não exagerem… rs rs rs (que eu não mereço! Believe me!).

Mas, para que eu não seja “promovida” e corra o risco de ir para o céu (nem pensar né Bob??), melhor contar minha última maldade. Não foi assim uma maldadadeeeeeee daquelas, mas, para vocês entenderem que a “santa” aqui não é tudo isso…

Então, ontem depois de passar a tarde na concessionária, como disse no post anterior, tinha que finalizar o projeto que já está mais do que atrasado. Ok, ok… trabalhar outra madrugada ninguém merece, mas seria para uma boa “causa” (pagar o aluguel). E o que aconteceu??? EU DORMI.

Jantar e “descansar” 15 minutos não foram boas idéias não… Os 15 minutos viraram 12 horas. É isso mesmo que você leu. Eu cheguei aqui por volta das 18, escrevi o post, tomei banho, fiz uma comidinha, jantei, deitei e dormi por DOZE horas. Está certo que eu não dormia há duas noite, nada, mas dormir doze horas para mim é novidade. Boa. Mas, não exatamente no dia em que eu tinha um projeto (atrasado) para entregar.

Então hoje, acordei às 8h03 da manhã, com o telefone tocando, no sofá, o corpo dolorido, de sapato… sol entrando pela persiana… e…. o primeiro pensamento:

 

“deus-do-céu-virgem-santíssima-das-pessoas-que-dormem-demais”.

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Entre entender que eu não podia ter dormido, que o telefone estava tocando, que tinha ficado rouca porque dormi no sofá em noite fria de São Paulo com a varanda aberta e sem cobertor ou edredon… me lembrei do projeto… (dormir é uma forma sútil de dizer que fui abduzida por ETs durante esse período, que fizeram experiências com o meu corpo, e implantaram chips e outras coisas no meu cérebro… só pode...).

 

Atendi o telefone. Era o “dono” do projeto. Entenda: aquele que me paga.

 

 

Pensamento Insistente: MEU DEUSSSSSSSSSSSSSSSSSS, EU NÃO PENSEI NA FANTÁSTICA DESCULPA… O QUE FAZER, O QUE FAZER, O QUE FAZER?

 

Ai vem a maldade (leia: mentira)

 

- Por favor, a K.?

Pensamento Insistente: ai-minha-virgem-protetora-das-pessoas-sem-idéia-me-ajudeeeeee!!!!!!

- Quem gostaria? (fazendo uma voz diferente…………rs….rs..rs…)

Pensamento Insistente: São Bundinhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, me ajudeeeeeeeeeeeeeeeee!

- É o “fulano de tal”.

Pensamento Insistente: Cadê a idéia São Bundinhaaaaaaa???? eu juro, juro, juro que esfrego seu fiofó cem vezes…. idéiaaaaaaaaaaaaaaaaaa

- “Dona K.” não está não…

Pensamento Insistente: voz diferente, voz diferente, voz diferente!!!!

- Não?

Pensamento Insistente: quem mandou dormir, quem mandou dormir, quem mandou dormir….

- Não, saiu bem cedo… foi levar a mãe no hospital

Pensamento Insistente: essa é velha, maldito São Bundinha que não me deu idéia boa….

- Nossa, o que houve?

Pensamento Insistente: meu deus do céuuuuuuuuuuuu… o que mamãe tem???????????

- DENGUE.

Pensamento Insistente: cale a boca, cale a boca… cale a boca…

- Nossa, dengue??!

- Sim, veja o senhor… os mosquitos cariocas chegaram em São Paulo…

- Bom, peça para ela ligar para o “fulano de tal”…. e se precisar estou à disposição.

- Sim senhor.

- Obrigado. Com quem eu falei?

- Flora, a empregada.

- Obrigado Flora.

- De nada.

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Bom, eu nem preciso dizer que não houve nada mais ridículo do que eu mudando minha voz, que já estava rouca, fingindo ser a empregada…que eu não tenho….rs..rs..rs..

Viram que demonstração de maturidade! bom comportamento! coragem! inteligência! competência! rs rs rs

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Não, eu não vou pro céu Bob, fique tranquilo…rs…

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Pssssssssss: beijos a todos que me deixaram as palavras gentis ontem. Gil e RM e os outros que me enviaram email beijosssss… respondo amanhã, assim que eu terminar esse “parto” desse projeto… Beijo Mara, amada, por oferecer o “BatMara”… Bruno!!! Mon Mari!!! beijo! saudade! beijos aos novos que me visitaram também! beijo… estou bem!!!! :)

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TRILHA SONORA DO DIA

(Por que eu tive realmente uma empregada chamada Flora, que cantava todo o dia essa música para me acordar……. Saudades da Flora!!!!)

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CHICO BUARQUE - COTIDIANO

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Vou falar ainda de amor. Não do amor romântico. Não do amor do livro comentado abaixo. Mas do amor da vida real. O amor que vem da amizade.

Uma vez me perguntaram como é que eu sabia se o que sentia por uma pessoa era amizade mesmo. Afinal, muitas amizades são feitas com base em interesse. Interesse bom, digo. Não ruim. Interesses comuns. Por que tenho um blog e outra pessoa também. Por que gostamos do mesmo tipo de música. Por que temos coisas em comum para fazer juntas. Por que trabalhamos no mesmo local. Por que gostamos de fofocar ou ver novela. Cada um tem um “por que” para ser amigo do outro. Toda amizade é baseada nesses interesses. Se não há interesse em comum dificilmente a amizade sobrevive e acabamos por nos afastar da pessoa. É aquele afastamento natural… de ir perdendo o contato.

Então, nesse caso, afinal era amizade mesmo ou só “coleguismo”?

Hoje, depois de viver 29 anos, entendi o que é realmente ser amiga de outra pessoa. Como identificar esse sentimento que parece tão subjetivo dentro da gente.  Uma pessoa muito, muito querida está passando por uma fase díficil. Financeiramente, especialmente, já que está há alguns meses sem trabalhar. E isso tem prejudicado inclusive sua saúde. Pois bem, por outro lado, eu, que passei as últimas duas madrugadas acordada trabalhando, por que TINHA que entregar um projeto hoje, recebi uma ligação dessa pessoa para almoçarmos juntas.

Pela voz, entendi que algo estava muito errado. Fiquei preocupada e, fui. Mesmo com todas as tarefas. Já sabia que essa pessoa estava passando por essa fase, e por outro lado essa pessoa também sabe que eu não tenho como ajudar financeiramente, afinal, eu mesmo estou me equilibrando como posso depois do super calote que tomei o mês passado, no qual quase tive que vender meu carro. Mas, ela não queria pedir nada, só desabafar… E, desabafou. Escutei atentamente, segurei a mão, apoiei.

Depois de tranquilizar essa pessoa amiga, tentar ajudar com palavras (como se isso realmente ajudasse a resolver os problemas dela), entrei no meu carro e voltei. Fui correndo terminar o que estava pendente para entregar o projeto hoje… mas, minha mente não deixava. Não conseguia parar de pensar no sofrimento dessa pessoa. E, comecei a me achar uma fracote, uma incompetente por que não podia fazer nada.

Tomei um café, tomei água, comi bolachas Tostines de morango (guardada no meu armário para casos de ansiedade…), e todas as balas de chocolate que estavam na minha bolsa. Sentei no sofá e pensei durante cinco minutos no que eu poderia fazer, e como poderia fazer. Empréstimo no banco? Não dava, já tinha feito para cobrir o calote maldito em abril. Pedir ajuda aos meus pais? Não é justo. Eles nem conhecem essa pessoa querida. Enfim, não tinha jeito mesmo de aliviar a dor dessa pessoa.

Essa sensação de impotência é um horror. Você ter uma pessoa que gosta na sua frente, pessoa essa que já te ajudou no passado, passando por uma situação muito díficil e não poder fazer nada.

Em um segundo passou pela minha mente: puxa, que triste, pena que não posso mesmo ajudar. Se pudesse certamente ajudaria…

Sabe aquela situação cômoda da gente tentar tampar os olhos e fingir que a situação não existe… ? Quase caí nessa. Não consegui. Simplesmente por que não consiga parar de pensar na pessoa, e pensar no quanto a dor dela, doía também em mim. De perceber que essa pessoa pode ter que sair da própria casa por não conseguir pagar o aluguel… Nossa casa é nosso porto seguro. É nossa dignidade. Não dá.

Foi aí que eu entendi quando sabemos se o que sentimos é realmente amizade.

Quando não aguentamos ver essa pessoa sofrer. 

 

Eu não aguentei. Não consegui fingir que a situação não era comigo, e que por mais que eu realmente não pudesse ajudar, eu também tinha que lutar por essa pessoa, e não deixá-la cair mais. Ás vezes, você pode ser a última opção de uma pessoa. Quem nunca passou por uma situação assim? de desespero? Eu certamente já, e nunca me esqueço das pessoas que me ajudaram. A gratidão que tenho por essas pessoas, inclusive por essa em especial que me ajudou muito no passado, não me deixava fingir que não era comigo. Gratidão e amizade. Cinco minutos depois levantei, peguei o carro e saí.

Vendi o carro.

 

Entrei na concessionária: “Moço, o senhor gosta do meu carro?”

O vendedor: “Sim… ele é novinho…”… Eu: “Ótimo, o senhor quer comprar???”

O vendedor: “A senhora quer vender quando?”…. Eu: “Agora”.

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E, pronto.. sem dor…

passei a tarde vendendo o carro…rs..rs…rs…

meu projeto foi para as cucuias… vou ter que passar a madrugada novamente acordada e arrumar uma boa desculpa para minha irresponsabilidade de não ter fechado hoje, como eu tinha prometido…

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Engraçado essas coisas. Não vendi o carro por minha causa, quando precisei por conta do calote, por que não doeu tanto como ver uma pessoa amiga sofrer.

 

Estou feliz. Por que vou poder ajudar essa pessoa. De verdade. Nenhum pouco arrependida. Nenhum pouco triste por ter de me desfazer do carro. E, honestamente, satisfeita com minha reação. Ficaria muito decepcionada comigo mesma se ficasse imobilizada com a dor de alguém que amo. Se algo acontecesse com essa pessoa e eu tendo uma última alternativa (díficil) de ajudar.

Sai da concessionária (ainda dirigindo por que só entrego a carro amanhã..rs..), e liguei para a pessoa, e contei o que tinha feito, e disse que era irreversível, não adiantava ela tentar me convencer para não fazer porque já estava feito. E, que o dinheiro ia direto para a conta dela… Na hora, tomei uma bronca, a pessoa chorou, ficou mal, envergonhada. Mas, no fundo, eu sei que isso vai significar um super alívio (ainda que temporário).

E o meu ”cabeção” ficou mais leve e coração voltou a ficar serelepe de novo… por que a consciência estava pesando e o coração estava doendo.

Dia díficil!!!

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Depois de tudo resolvido, fui comemorar sozinha na doceria comendo torta mousse de chocolate.. (agora que vou andar a pé e não vou ser mais sedentária posso comer mais tortas mousses de chocolate!!! rs rs rs)

 

só não sei como vou visitar minha mãe em outra cidade!!! rs …. de ônibus é que não é!!!! (longeeee)

 

enfim… esqueci desse detalhe! rs

 

alguém aí me dá uma carona???? :)

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Post da série: Não repitam isso em casa!!!!

Post da série 2: Ser pobre é uma merda… (com o perdão da palavra…)

 

TRILHA SONORA DO DIA

(Por que foi essa pessoa que me apresentou a Erik Satie, um dos meus preferidos)

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Erik Satie - Gymnopédie No.1

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Enrolei, enrolei e enrolei, mas agora vai. Parei o trabalho (sim, estou trabalhando neste sábado gelado de São Paulo), só para iniciar esse assunto. O fato, primeiro, é que o livro “Ensaios de Amor”, de Alain de Botton, um dos escritores que comecei a ler em 2008, com o livro “O Movimento Romântico”, me surpreendeu. Pela história? Não, ela é bem “simples”, comum até. Pela narrativa? Não, está longe de ter grandes diálogos. Se tivesse que defini-los em uma palavra (o livro e o autor), eu diria audácia.

Audácia por que o escritor explica de forma límpida todo o processo que envolve o amor, do começo ao fim. Ah, não dá para explicar o amor???? Você que pensa. Dá sim. E é quase uma explicação matemática… equação, aliás, bem parecida com que ocorre em todos nós. O fato dele falar tão claramente as coisas que “desconfiamos” a respeito desse sentimento (embora não acreditamos nelas por livre e espontânea vontade), e ainda sim não tirar a magia que envolve esse “sentir” é que me deixou positivamente surpresa. E perplexa.

Seria ótimo acreditar em “almas gêmeas”, “amores eternos” e “príncipes encantados”. Mas, não é assim. O amor também tem um ciclo. E passa por etapas bem parecidas, por mais diferente que seja a “nossa história de amor”. Acho, honestamente, que é uma ótima leitura para todo mundo. Dos que acreditam em contos de fadas aos que não acreditam em nada. Alain de Botton mostra, com sutileza, numa leitura descontraída, com humor e um pouco de ironia, todos os aspectos de uma história de amor. Vai do fatalismo romântico, passa pela idealização, sedução, autenticidade, intimidade, terrorismo romântico, psicofatalismo às verdadeiras “lições de amor”.

 

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 Alain de Botton, (nascido em 1969 em Zurique, Suíça) é um escritor e produtor residente em Londres, famoso por popularizar a filosofia e divulgar seu uso na vida cotidiana. O escritor é uma celebridade. Não apenas no circuito intelectual, mas como um fenômeno popular. Simplesmente porque Alain de Botton, em seus livros, costuma sempre apresentar respostas para quase todos os problemas que afligem os corações humanos, como amor e falta de dinheiro. Alain ficou famoso ao trazer a reflexão de filósofos, artistas e pensadores antigos para os problemas cotidianos.

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Todo o livro é muito interessante para se discutir. Nesse post, vou tocar num dos primeiros temas que o autor aborda, mas sem falar das conclusões dele (para poupar quem quiser ler o livro). Se quiserem podemos continuar o assunto, então, por favor, sejam gentis e digam se querem prosseguir com o tema, ou se já basta…  ;) (e, sejam honestos, please…)

 

 

I D E A L I Z A Ç Ã O

 

Nós nos apaixonamos esperando não encontrar no outro o que sabemos estar em nós mesmos - toda a covardia, fraqueza, preguiça, desonestidade, comprometimento e estupidez bruta. Jogamos um laço do amor sobre o escolhido, e decidimos que tudo o que cair dentro de algum modo estará livre de nossos defeitos e, portanto, digno de ser amado. Localizamos no outro uma perfeição que nos ilude dentro de nós mesmos, e por meio da união com o amado esperamos de alguma forma manter (contra evidências de todo o autoconhecimento) uma fé precária na espécie, página 20.

 

Se por meio do “fatalismo romântico”, ou seja, aquela tendência que temos de entender as coisas como parte de um destino, evitamos o pensamento impensável de que a necessidade de amar é sempre anterior ao nosso amor por qualquer pessoa em particular, o que vem depois e o que dá mais medo é a extensão até onde um pode idealizar o outro, quando “tolerar a si mesmo já causa tantos problemas”.

É daí, para o autor, que vem toda a agonia pois as pessoas simplesmente não têm certeza suficiente de si mesmas ou do que querem da vida ou de qualquer coisa. E, no fundo, ajudamos a definir nossas posições com referência a outros. Essa ambiguidade promete a salvação ou danação. E, quanto mais esperamos, mais a pessoa pela qual esperávamos se torna exaltada, miraculosa, perfeita e digna de ser esperada.

Mas, será essa pessoa tão perfeita assim? “Por que os outros deveriam pensar melhor deles do que eles pensam de si próprios? Tem aquela velha piada feita por Marx que ria de não se dignar a pertencer a um clube que aceitasse alguém como ele de sócio”

Se a paixão acontece de forma tão rápida, é talvez porque o desejo de amar precedeu o amado - a necessidade inventou sua solução. Para ele, só podemos nos apaixonar sem conhecer direito por quem nos apaixonamos. “O movimento inicial está necessariamente fundamento da ignorância”.

 

Em resumo:

O próprio atraso “deste amor” ajuda a aumentar o desejo pelo “amado”?

E, não amaríamos se não houvesse carência dentro de nós, mas por paradoxo, somos ofendidos por uma carência semelhante no outro?

 

Será? :)

 

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Eu não nasci no interiorrrrrrrrrrrrrr, mas, tenho “calcanhar vermelho”, do povo que vem lá do Paraná, “culpa” do pai paranaense, e de toda a família paterna. E todo mundo sabe como é esse “povo” do interiorrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr… não é mesmo? cheio de crendices!!!! Uma delas, do povo que mora em sítio, é que comer formiga faz bem…

é, você não leu errado não… comer formiguinha faz bem pros “zóios”…rs… (segundo meus primos…rs)

mas, como sou bem ”urbana” nunca levei muito em consideração essas crendices… até que…

Como moro sozinha há dois anos e não tenho uma “Dona Maria” (leia: “empregada”), logo, sou eu que lavo a louça e arrumo minha própria bagunça. Como bebo MUITA, MUITA, MAS MUITA ÁGUA, durante todo o dia, sempre deixo ao lado da garrafa mineral um copo.

O fato é que, a soma do copo + batom + possíveis docinhos = a formigas!

Formigas que adoram “lamber” meu batom.

Eca, nojento né??? Não, isso não é nojento… mas, começará a ficar a partir de agora. Então, se você tem estômago fracote, não continue a leitura… ;)

(hummmm! como estou boazinha…). ;)

 

 

Vamos fazer uma conta:

1 formiguinha/dia x 2 anos = 730 formiguinhas.

 

Sim, meus caros… a soma do copo + batom + possíveis docinhos + sede + distração da dona K. + pelo menos uma formiguinha afogada no copo por dia dá um total de que eu engoli nestes dois anos uma média de 730 formiguinhas! (tá orgulhoso das minhas estatísticas RM???) :)

Ok, Ok, esse número pode ser bem maior… se considerarmos que elas “andam” juntas.. e dificilmente seria uma formiguinha só por dia…

 

Eu juro que não queria ser uma serial killer de formiguinhas, mas sempre me esqueço que elas adoram os meus copos - por causa do batom - e as malditas sempre se afogam - e quando me lembro, já tomei a água…. eca! rs rs rs

Quê? Se Dói? A mim não! Pergunte para as formigas! com certeza a resposta delas será diferente…

 

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Crendice do interiorrrrrrrrrrrrrrrrrrrr ou não…

 

- Nossa K.! você nunca fica doente!!!!… eu sempre estou gripada! (Pensamento Insistente: hummmm, devem ser as formiguinhas….)

- Nossa K.! seu cabelo está com tanto brilho…. (Pensamento Insistente: hummmmm, benditas formiguinhas!)

- Quanta disposição K.! (Pensamento Insistente: tônico de formiguinhas!!!) 

 

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Então, hoje de manhã…  (o porteiro do prédio liga).

 

- Oi Dona K., bom dia! tudo bem? queria te avisar que vamos passar no seu apartamento hoje para fazer a detetização…

- Quê? Detetização? Quem pediu? Eu não pedi! Ahhh, nem vem que não tenho dinheiro esse mês… E meu apartamento tá bem limpinho viu! não tem bicho aqui não!!!

- Não, não… não será aquela à parte. Está dentro da taxa de condomínio… E eu sei que a senhora arruma o apartamento!! Mas, o veneno só mata formigas…

- Hã? Só formigas?

- Sim, essas danadinhas não tem jeito de escapar… Ela e outros insetos menores…

- Ahhhhh!!! Nem pensar!!! O senhor é um insensível matador de formiguinhas!

- Mas, dona K.! São só formigas…

- Só formigas??? Coitadinhas!!! Seu assassino de formiguinhas! Adeus! E, não me ligue…

- Mas, mas, mas….dona K.????

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Sem detetização por aqui!

que deixem minhas formiguinhas em paz.

Nada de veneno… só podem morrer afogadas! rs rs rs no meu estômago…

té parece que vou deixar meu elixir secreto morrer! (rs rs rs rs rs rs)

 

como dizem meus prrrrrrrrimossssssssss: “o que não mata, engorda!!!”… :)

 

beijossssss

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Manuel Bandeira, que amo tanto amar, escreveu - certa vez - que ia embora para Pasárgada, na imaginação dele, um lugar de sonhos. Segundo as próprias palavras do poeta, “Vou-me embora pra Pasárgada” foi o poema de mais longa gestação de sua obra.

 

Vi pela primeira vez esse nome de Pasárgada quando tinha os meus dezesseis anos e foi num autor grego. Esse nome de Pasárgada, que significa “campo dos persas”, suscitou na minha imaginação uma paisagem fabulosa, um país de delícias [...]. Mais de vinte anos depois, quando eu morava só na minha casa da Rua do Curvelo, num momento de fundo desânimo, da mais aguda doença, saltou-me de súbito do subconsciente esse grito estapafúrdio: “Vou-me embora pra Pasárgada!”. Senti na redondilha a primeira célula de um poema [...].

Pois, na minha imaginação maluca, para variar, os sonhos são sempre uma válvula de escape… Especialmente em momentos de estresse, como os dessa semana. Essa noite sonhei que recitava o poema de Manuel Bandeira, mas modificado… “Vou-me embora para…. Alsácia!!”… E não Pasárgada…!!! E Manuel Bandeira se queixava da “alteração”… que lugar bom era Pasárgada e não Alsácia!!!!! rs rs rs

  

É a segunda vez que sonho com Manuel Bandeira este ano!!! eu hein!!! que medo de mim!!!

 

 

Mas, o engraçado do sonho - além do próprio fato de ser exótico - é que não escolhi Paris como meu paraíso (pelo menos em sonho..rs.)…. E, sim Alsácia!!! rs rs rs Acordei surpresa… Se, em sonho, eu tivesse dito “Vou-me embora para Paris”… seria totalmente compreensível…rs.. mas, Alsácia!!!! :)

 

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Alsácia fica na França, mas é uma região de fronteira alemã e suiça… logo, tem muito dessas duas culturas por lá também. Fica entre o Rio Reno e as montanhas dos Vogos, e tem uma das mais belas paisagens vinículas da França. Quase um cenário de conto de fadas, com arquitetura medieval. A cultura do vinho é uma realidade local, desde o século XVI, quando a Alsácia exportava seus vinhos para o Norte da Europa, e o urbanismo e a arquitetura da maioria das aldeias datam dessa época.

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Sei que é meio “estranho” (para não dizer louco..rs..) sonhar com Manuel Bandeira, e ainda ter a ousadia de mudar o poema do poeta!!! rs… então, para não cometer mais tamanha ousadia, segue a versão original do Poema (sem minhas alterações..rs..).

beijos a todos! bom feriado! :)

…Que vou-me embora para Alsácia!!!

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Vou-me Embora pra Pasárgada

Manuel Bandeira

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

Texto extraído do livro “Bandeira a Vida Inteira”.

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Eu odeio o imposto de renda. E odeio também preenchimento de papéis. E a falta de tempo. E véspera de feriado (quando se vai trabalhar no feriado), e minha falta de organização com essa questões “burocráticas”.

Um dia é passarinho, outro dia é leão…

quem dorme desse jeito?

  :)

Definitivamente gostaria de comentar mais aqui sobre os livros que leio. Mas, infelizmente, não me sobra muito tempo. Nem sei como tenho conseguido manter a rotina da leitura (sim, eu sei, não durmo) e escrita no blog… Mas, honestamente, essa é uma válvula de escape - para não enlouquecer (mais). Tenho profundo prazer em ler - ainda que muitas vezes coisas sérias, “pesadas”, clássicos… E, tenho igual prazer em escrever aqui, no Incompletudes, coisas não tão sérias assim (como fui gentil com o bloguito né..rs.). É o meu parque de diversões.

No mês passado, falei do livro “A Elegância do Ouriço”, já que dos livros que li em março foi o que mais me surpreendeu. Aliás, quem leu o livro gostou? (e, eu sei que tem gente que leu por minha indicação, não é senhor G. e Sr. Redneck!!!). Este mês vou comentar dois dos que li, um porque acho que pode ser uma boa indicação. E, o outro porque simplesmente me intriga.

 

Em abril li os seguintes livros:

  • Ensaios de Amor, Alain de Botton
  • Madame Bovary, Gustave Flaubert
  • Cartas a um Jovem Poeta, Rilke
  • O Mago, Vladimir Nabokov
  • A Queda, Albert Camus

 

Os três últimos (de Camus, Nabokov e Rilke) gostei bastante. Achei uma boa leitura, especialmente porque não tinha gostado muito do Camus, no mês passado, em “O Estrangeiro” (narrativa seca demais). Desta vez, me surpreendeu positivamente. O do Rilke, nossa, é uma lição. São cartas (que adoro) e foi uma das poucas vezes que não fiz anotações no meu “caderno”, já que teria que copiar o livro todo. E “O Mago”, de Nabokov - o primeiro “impulso” do livro “Lolita”, do mesmo autor - é genial (na narrativa), mas prevísivel (na história). Mas, não são estes três que gostaria de comentar, e sim dos dois primeiros.

E, neste momento, gostaria de falar de Madame Bovary. É a terceira vez que leio o livro. A primeira fui obrigada a ler no colégio e tinha por volta de 15 anos. A segunda vez foi no ano passado, que fiz uma leitura para “relembrar”, já que comprei a edição “comemorativa” dos 150 anos da publicação do livro que conta, inclusive, com o processo que o autor sofreu do Governo Francês e sua defesa, na época. Agora fiz uma leitura mais cuidadosa, vamos dizer assim, com minhas “famosas” anotações (famosas para mim, que fique claro..rs).

Bom, você acha que ler três vezes o mesmo livro é muito? Concordo em gênero, número e grau. E, só faço isso quando realmente acho que preciso, afinal, tem tanto livro para ler que nunca vou conseguir… Então, ler a mesma obra três vezes, significa, provavelmente, que vou deixar de ler menos dois livros (outros) na vida. É, isso realmente é triste. Mas, a Sra. Emma Bovary me intriga.

Duas das pessoas que mais respeito na vida (e olha que respeito só umas cinco…rs..), têm opiniões completamente divergentes sobre o livro. E, no ano passado, assisti a um “duelo de idéias” e na hora não soube me posicionar porque fazia muito tempo que tinha lido o livro. Pois bem, li novamente…

As opiniões divergentes sobre a obra (existem várias, é claro, mas, as das pessoas que gosto) consistem basicamente em uma coisa: Madame Bovary é um livro datado? ultrapassado?

O romance conta a história de Emma, uma mulher sonhadora pequeno-burguesa, criada no campo, que aprendeu a ver a vida através da literatura sentimental. Bonita e requintada para os padrões provincianos, casa-se com Charles, um médico interiorano tão apaixonado pela esposa quanto entediante. Nem mesmo o nascimento da filha dá alegria ao indissolúvel casamento ao qual a protagonista se sente presa. A partir daí, a história se desenrola com traições e algumas tragédias.

Até aí uma história comum para nossos tempos certo? Não há 150 anos quando foi lançado, já que as idéias de Flaubert causaram um verdadeiro escândalo. Será que a história é realmente comum e ultrapassada para nossos tempos? Ou, continuam mais atual do que nunca? Veja, além da questão do adultério, da “falência” do “modelo conhecido” de casamento, das relações fantasiosas, ele também faz uma severa crítica ao clero e especialmente à burguesia. E quem são os “pequenos-burgueses” do mundo atual? Não somos todos nós da chamada classe média, com nossos telefones celulares de última geração e nossa mania de aparência?

A questão do adultério é somente o “pano de fundo”. Mas, o que leva a esse universo de fantasias e falta de contentamento com o seu mundo, da sra Bovary? O que ela busca? Emma, como disse a professora Fúlvia Moretto na introdução desta edição comemorativa, nunca verá o mundo da realidade, vê-lo-á sempre através de ilusões e de fantasias. Emma viverá num mundo irreal onde somente conta sua própria visão das coisas, baseada na qual tomará as decisões que a levarão aos devaneios e aos desenganos. Colocar-se-á sempre “acima” ou “ao lado” do lugar que ocupa na sociedade, o que a levará a viver outra vida, feita de mentiras e arrebatamentos. Emma considera-se superior ao seu destino (como escreveu Claudine Gothot-Mersch), e é possuída por um imenso apetite por algo de inacessivel.

 

   

Será que não somos todos um pouco Emma Bovary?

Será que quando “ignoramos” o mendigo, não insistimos em não ver o mundo da realidade?

Será que não gostamos de viver num mundo de ilusões e fantasias, que tantas vezes a TV e os meios de consumo não nos jogam?

Será que não gostamos de viver nesse mundo irreal que inventamos todos os dias para nós?

Será que não optamos sempre por ter nossa própria visão das coisas, ignorando outras?

Será que não vivemos tantas vezes num mundo de mentiras desejando coisas inacessíveis?

Será que não nos consideramos superior ao nosso próprio destino?

 

Gustave Flaubert, o autor foi levado aos tribunais, por conta do livro, onde utilizou a famosa frase “Emma Bovary c’est moi” (Emma Bovary sou eu).

 

Então, pergunto: será que não somos todos um pouco Emma Bovary deste mundo moderno?

Da minha parte, só tenho a dizer:

Emma Bovary c’est moi!!! Emma Bovary c’est moi…

 

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beijos a todos! e um bom dia! :)

amanhã falaremos de amor (do outro livro)…

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Malditos Passarinhos. Ninguém merece ser acordada todos os dias pela natureza cantarolando em sua janela. Ahhh, mas quanta bobagem… Você deveria ficar feliz… quem tem a oportunidade de acordar com passarinhos em plena selva de pedras que é São Paulo? Por que eu deveria ficar feliz por acordar as cinco da manhã (quando se dormiu apenas 4 horas) com passarinhos? Só por que eles são bonitinhos? Eles deveriam cantar é no interior, onde tem muito verde, muita árvore… e, não aqui!!! São cinco da manhã! Eu queria dormir até as 6, com sorte e um pouco de preguiça 6h30!!! Essa semana será de matar e esses passarinhos continuam cantando. Malditos Passarinhos! Queria matar todos os passarinhos… Não, não… que exagero, nada de matar passarinhos… Eu só preciso me acalmar. Os passarinhos são dádivas de Deus… Deus? que Deus? Ah é, tenho que tentar ter fé… Só assim para poder aguentar essa semana e todos os problemas que virão com ela. Eu podia fugir… fugir seria uma boa… ou rezar… será que se eu rezar as coisas sairão de forma perfeita e eu conseguirei finalmente fechar todos os projetos que estão pendentes? Hummm, pode ser…. vamos lá, como é que mesmo a reza?…. ahhhh é…. “Pai nosso, que estais no céu… santificado seu o vosso nome….venha nós….”….. como é que é o resto mesmo? Ahhh que ridícula! Está rezando e nem acredita direito em Deus! Você acha que se Deus existir, ele escutaria alguém que nem se lembra de como se reza? Isso é sinal de desespero… Não ria!!! Você nem acordou e já está rindo da própria miséria??? Tudo culpa dos passarinhos! Se eles não tivessem cantado eu ainda estaria no sono alfa alguma coisa… e, certamente não estaria pensando essas bobagens… Viver poderia ser mais fácil não é? Hummm, falando no mundo dos animais, e nesses malditos passarinhos, me lembrei daquela frase de Camus.. como é que era mesmo? ahhh, sim… “quando pensamos muito sobre o homem, por trabalho e vocação, às vezes, sentimos nostalgia dos primatas...”. Hummmm, estou com inveja desses passarinhos… Tão despertos! Tão Felizes! Tão “Cantantes”… E, você, sua cretina, resistindo a acordar, a viver e a cantar… Acorde! Vamos! Levante essa bunda porpeta da cama! Acorde!!! Não adianta achar que haverá uma escada para o paraíso… Ela não existe…!!!! Pare de querer acreditar em mágicas… A vida é assim mesmo… bem Nelson Rodrigues… Não há escadas que evitem a queda… Ahhh, mas, olha que bonitinho esses passarinhos… eles cantam tão bonitinhos… não, nada de matar passarinhos… ohhhh, ele está perto da sua janela…. que lindo…. é amarelinho… olha…. se Deus existe ele tem a cara de um passarinho amarelinho… ahhh, que fofinho…. Passarinhos são lindos… adoro passarinhos…

 

e achei minha escada mágica para o paraíso… Que o Deus dos Passarinhos me faça resistir essa semana.. :)

 

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TRILHA SONORA DO DIA

(Por que eu preciso de uma escada para o paraíso! alguém tem uma aí?)

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Stairway To Heaven - Led Zeppelin

 

 

And it’s whispered that soon, if we all called the tune
Then the piper will lead us to reason
And a new day will dawn for those who stand long
And the forest will echo with laughter

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Como se vestir para irritar o namorado que fez piadinha machista 

 

  • Passo 1: Coloque um vestido que pareça inocente, nada com muito decote…

 

  • Passo 2: Faça cara de brava para que o namorado não se aproxime muito

 

  • Passo 3: Peça para o namorado fotografar as visitas e você (registro importante)

 

 

  • Passo 4: Vá para a varanda e peça que ele faça foto sua, enquanto as visitas ficam vendo o “filme” da última viagem de vocês 

 

 

  • Passo 5: Vá levantando aos poucos o vestido (disfarçadamente, é claro), enquanto ele fotografa

 

 

  • Passo 6: Evite falar com o namorado a sós, mesmo que ele tente… (para não ter que dar explicações do que está havendo)…

 

  • Passo 7: Quando as visitas não estiverem olhando faça pose de moças de “pouca procedência” 

 

 

  • Passo 8: “Dance” ao som do irrestível Paolo Conte

 

  

  • Passo 9: Se aproxime do namorado e avise-o que você esqueceu (ops!!!) de vestir a calcinha…

 

  • Passo 10: Quando as visitas forem embora, faça cara de santa, diga que se cansou de fotografias, tenha um súbito mal-estar e peça ao namorado ir para a casa dele. Afinal, moças de “família” devem dormir cedo…

 

Último e mais importante passo: Resista, Resista, Resista. Dê um beijinho no rosto, um boa noite e deixe-o ir. Continue com a cara de Santa. E, não ria.

 

  :)

 

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TRILHA SONORA DO DIA

(Por que é gênio e por que a voz dele me dá um calor danado…)

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ALLA PRESE CON LA VERDE MILONGA - PAOLO CONTE

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Era quinta-feira. O relógio marcava onze horas da noite, acabava de sair da faculdade e esperava o ônibus no centro da cidade, que aquela hora estava movimentada pelos estudantes. Observando tudo em volta, começei a pensar na vida. Aos 17 anos de idade estava feliz. Cursava o primeiro ano de jornalismo, tinha um trabalho que gostava, amigos e muitos planos. Não estava namorando e nem queria. Tinha terminado a pouco tempo um relacionamento complicado. Ah!!! e, também, era virgem.

E, nessa espera pelo ônibus que me levaria para casa, me pairou um pensamento: “está tudo muito bom, está tudo muito bem, mas por que diabos eu ainda era virgem???!!! Afinal, já tinha namorado, já tinha fugido de casa, já estava na faculdade, já tinha feito muitas coisas. Depois de refletir um pouco depositei a “culpa” no primeiro namorado, que foi um pouco lento, provavelmente porque pensava mais em música e em seu violão do que em sexo.

O ônibus passou mas a questão não. No outro dia, uma sexta-feira como hoje, abri os olhos e a primeira coisa que pensei foi: “hoje vou deixar de ser virgem. Está decidido”. Era simplesmente inadmíssivel que alguém que já tinha orgasmos múltiplos (sozinha) desde os 13, ainda tinha um maldito hímen perdido no meio das pernas. Quanta incompetência! Ainda na cama, já decidida, pensei que mais díficil que a constatação da ineficiência sexual a dois era achar tão rapidamente alguém que pudesse cumprir a missão.

 

- Hummm, vou ligar para o ex….

 

Não, não era uma boa idéia. Certamente, depois do rompimento à la novela mexicana (com muitos choros e promessas de suicídio), talvez, não fosse interessante ressuscitar o “morto“. Provavelmente ele pensaria que eu tinha cedido às suas tentativas de retorno. Não, não era o caso… “Droga! Mas, quem??? Quem, além dele, vou poder ficar nua sem ter um colapso??? Ahhh, vexames não!!! Quem, quem poderia resolver esse problema para mim sem me achar uma perdida no mundo? Quem eu teria confiança o suficiente e não ficaria constrangida????!!!! Afinal, aquele era praticamente um trabalho da semana de ciências! Amor? que amor, nada! Biologia pura!!!!!!… Quem? Quem? Hummm… pode ser!!!”. Levanto da cama correndo e vou para o telefone…

 

- Alô? Tia? oi Tia… é a K. O primo está aí? Ah, não? Viajou? Volta quando? Ah, não! Que tragédia, só a semana que vem? Não, não vai ter jeito… precisava dele hoje tia, obrigado.

 

Droga, droga, mil vezes droga!!! Ele era o candidato perfeito!!!! Nada de promessas de amor, me conhece desde o meu segundo dia de vida, era um safado e provavelmente já tinha me visto mais vezes pelada que minha própria mãe! Droga de viagem estraga prazer (literalmente).

Tomando o café da manhã, antes de ir para o trabalho, pensava… “Alguém da faculdade??? Não, não… provavelmente ficaria famosa na faculdade…. não, não era boa idéia”. “Meus amigos? Não, não.. eram todos meus vizinhos… e fofoca de vizinho já se viu…. provavelmente minha mãe saberia…”.

Mas, quemmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm?

 

 

Na época, trabalhava em uma livraria. Que adorava. Já estava lá três anos, e na verdade muito da minha paixão por livros começou ali, quando aos 14 anos virei “atendente” e, aos 17, já tinha lido muita coisa por lá, nas horas vagas. Livraria normalmente não tem muito movimento. Sobrava muito tempo. Eu, uma das funcionárias mais “antigas” no momento, tinha sobrevivido três anos ao “marasmo” que as outras não suportavam. Eu adorava. O tempo livre e tantos livros à disposição, lidos de forma “clandestina”, para que os donos da loja não se aborrecessem, eram na verdade meu paraíso.

Além de adorar o trabalho, adorava também as pessoas. A Vera (moça do caixa), que era na verdade uma mulher bem obesa, de uns 35 anos, com quase 1,90, era apaixonada e iludida por um outro funcionário, Rockabilly com longas costeletas, 1.65, 24 anos, com camisas listradas e jeans apertado, que não dava a menor atenção ao amor da colega. Tinha também o “menino do pacote”, que era na verdade um “geniozinho” que quase nunca falava nada, mas passou em segundo ou terceiro lugar no vestibular da USP. Tinha o gerente barrigudo, simpático, gente boa, tranquilão. O dono português de bigodinhos que quase não ficava na loja, e algumas outras “mocinhas” não tão interessantes assim.

Tinha também o William, meu “melhor amigo”, que era tão diferente de mim, como a moça do caixa e o Rockabilly. Eu branquela, tímida, cabelos pretos até a cintura, olhos pintados, gostava de filosofia e rock n’ roll. Ele, com jeitão carioca, espertalhão, gostava de Nelson Rodrigues, Fundo de Quintal e tocava Cavaquinho. Tirando o fato de que não tínhamos absolutamente nada em comum, a não ser a paixão pelos livros e o trabalho, desenvolvemos uma boa amizade porque ele, sendo 8 anos mais velho que eu, e estilo meio cafajeste-gente-boa, se aproveitava da minha timidez (e se divertia) efetuando várias tentativas de me agarrar no “estoque” da livraria.

Tentativas todas frustradas por que eu saia de lá correndo e rindo muito. E ele idem. Tínhamos virado uma espécie de “camaradas”. Ele falava das mulheres que ele saía, eu falava da faculdade, do ex, dos livros, e assim a vida caminhava. Ele adorava me colocar em “saias justas”, que no começo intimidavam mas depois de três anos já não tinham menor efeito, a não ser a resistente “cara de pau” que eu havia adquirido para sair dessas situações vexatórias. Eram frequentem perguntas como: “Como é a sua bunda? Deixa eu ver”, “Você já fez isso ou aquilo”, “Já te pegaram assim?”… Depois de tanto tempo convivendo com ele, tinha virado quase a mesma “safada”, de saias. Mas, também tinha espaço para conversas mais sérias, sobre família, problemas, etc. Geralmente, ele era meu “amigo de bar” das sextas-feiras, já que eu ficava um tempo livre entre a saída do serviço e a faculdade, e ele geralmente parava para papear e beber alguma coisa comigo, nesse tempo livre.

Naquele dia, o dia que resolvi deixar de ser virgem, tinham me passado inúmeras pessoas pela mente, menos ele. Afinal, falávamos tantas bobagens que ele tiraria muito sarro da minha cara se descobrisse que eu ainda não tinha feito sexo com outra pessoa. Mas, enfim, o dia só estava começando e eu certamente encontraria o “escolhido” até anoitecer. Numa das visitas ao estoque da livraria, no mesmo dia, ele não tentou nenhuma gracinha (droga! bem no dia que eu mais preciso dele!), mas, percebeu que havia algo de “diferente” comigo.

 

- O que você tem?

- Nada…

- Você está estranha! Quase não abriu a boca hoje! E, para ficar calada só pode estar doente…

- Não, não estou… Só pensativa… Tentando resolver uma questão.

- Posso ajudar?

- Não…

- Qual é? Me conta…. o que está rolando?

- Deixa para lá… Melhor você não saber…

- Ficou fresca agora? Só o que faltava… ter segredinhos!

- Não enche…

- Fala logo! Diz vai.. senão te prendo aqui no estoque!

- Pára com isso!

- Então fala… ou melhor, me fale à noite… quando sairmos, lá no bar.

- Tá bem…

 

Pensamento Insistente: E agoraaaaaaaaaaa???? O que vou fazer???? Terá que ser ele mesmo!!!! À noite vou perder a virgindade! E, se estarei com ele, terá que ser ele mesmo!!!! Decidi, está decidido!

 

Depois de refletir alguns instantes (leia: a tarde toda), cheguei a conclusão que afinal quem se não ele não seria o candidato perfeito…? Afinal, não haveria risco de me apaixonar, ele não conhecia minha família, era próximo, me respeitava, eu gostava dele, e já havia perdido a vergonha há muito tempo. Agora, só restava vencer uma barreira: como falar para ele!??!!! certamente, ele ia pensar que eu tinha enlouquecido. E, depois também, estava namorando uma colega de nosso trabalho. Droga, mas como falar para ele? Hummm.. talvez:

 

- Caríssimo amigo, por obséquio o senhor poderia romper o meu hímen? Não, não era uma boa idéia. Muito formal.

- O negócio é o seguinte: resolvi deixar de ser virgem hoje e você é que vai fazer o “serviço”. Não, não… muito direto.

- Sabe o que é? Me deu uma vontade louca de subir em cima de você… trepa comigo? Não, não… vulgar demais.

- Amigo, faça esse favor para mim, me coma? Não, não… muito humilhante.

 

A loja aquele dia estava terrivelmente vazia. Mente vazia, oficina do diabo! Tracei, durante à tarde, um plano perfeito. Com todos os detalhes. Passo a passo. Todas as falas. Ele não poderia recusar. Quase sete da noite, praticamente doze horas após minha decisão de deixar de ser virgem, sentei com ele num barzinho, que tinha perto da faculdade. E, pedi para ele avisar a namorada que ia demorar, por que o papo ia ser longo demais. “Ué, não vai para a faculdade?”, “Não. Preciso resolver isso”, “Vixe, a coisa deve estar feia mesmo para o seu lado”….

Pensamento Insistente: “você não sabe o que te espera, você não sabe o que te espera, você não sabe o que te espera….

 

- Fala, o que foi?

- Espera… Vamos falar de outros assuntos… 

- Tá bem…. Você quem sabe, quando estiver à vontade me conte.

- Garçom, mais uma caipirinha, por favor!

- Mais uma? Você vai ficar bêbada desse jeito e eu vou ser preso….

 

Na verdade, esse era o plano. Ficar bêbada… rs.. para ter coragem de falar para ele. Mas, quase onze da noite, eu já “completamente” bêbada, ele bem perto “de” também, me deu um ultimato, ou eu dizia ou íamos embora. Fomos embora. No carro, que estava parado na frente do barzinho, ele entrou, ligou e disse: “você é uma figura. Enrolou, enrolou e não disse nada. É uma fracote mesmo, covarde”.

Quê?????????? Covarde? Fracote??????????? Ahhhhh não!!! O que eu era uma mulher ou uma virgem (ah, é… uma virgem…). Mas, ia deixar de ser em breve!!! Afinal, eu tinha resolvido naquela manhã! Ia deixar de ser virgem e ponto final! Neste momento, num súbito ataque de sagitariana-impulsiva-bêbada, desliguei o carro e tirei a chave e escondi.

 

- Enlouqueceu de vez? Por que você desligou o carro? Dá a chave aqui!

- Eu vou te falar.

- Vai nada! Não falou a noite toda! Pára de graça!

- É o seguinte….

- Diz logo!!! O que pode ser de tão ruim?

- Hã…. é…..

- Ihhh, começou de novo.

- É que…. eu… ah…. ih…..

- Ahhh vamos embora! Dá a chave aqui vai!

- Eu sou virgem, resolvi deixar de ser, e você vai ter que resolver isso agora.

- Quê??????????????????????????????? Tá doida? Nem pensar!

- Nem adianta! Só vamos sair daqui para um motel.

- Você não entra em motel! Você ainda é menor!

- Não, ah é… droga! Ahhh, se vira!!!!! Não vou sair daqui! Vamos passar a noite inteira aqui!

- Você bebeu demais menina!!! E, eu não vou te comer! Você é minha amiga! Nem pensar! Sem chance!

- Por isso mesmo!!!! Que outro ser do sexo masculino vou ficar pelada sem ficar com vergonha? Já passei todas as vergonhas com você!

- Ahhhh, nenhuma chance! Vamos embora! Dá a chave que o carro atrás está buzinando… vamos! dá a chave!

- Não!

- Dá logo a droga da chave…

- Só se você prometer

- Nem pensar!

- As pessoas estão buzinando… olha está todo mundo olhando… vai…. o cara quer estacionar!

- Vai ou não vai resolver esse assunto para mim?

- Não! Olha o escândalo na rua, K.! Todo mundo buzinando. Esse bar é vizinho da casa do irmão da minha namorada… daqui a pouco ele sai aqui na frente… e vou dizer o que a ele, hein????

- Ahhhh, tá com medo? Então, vamos sair daqui logo!

- Então dá a chave.

- Só se você prometer

- Nem pensar!

- Vou tirar a blusa… hein… olha…

- Tá doida? Pare! Já está todo mundo olhando!

- Estou tirando.

- Minha nossa!!! Coloca já essa camiseta mulher!!! olha só todo mundo berrando! vai, agora!

- Se você não prometer vou tirar a calça aqui mesmo…

- Pô cara! para de mexer no meu vidro! Sai…. K.! olha o escândalo! todo mundo gritando…

- Estou desabotoando a calça…

- Tá bom, tá bom… tá bom!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Sua louca! 

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E depois dele convencer o “guarda” do motel com um “agradinho” ($$$$), entramos. 

A questão foi resolvida. E foi a única vez que ficamos juntos.

Tadinho. Traumatizou… ;)

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No outro dia, no trabalho:

- E aí, dá para perceber que eu não sou mais virgem?

- Sai daqui sua diaba… tenho medo de você…

- Vai diz logo, dá ou não para perceber….rs

- Claro que não. Sai de perto de mim…

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E eu ria, e passei uns três meses questionando o pobre sobre a anatomia humana…

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TRILHA SONORA DO DIA

(Por que essa deveria ter sido a trilha sonora do nosso day after…..)

 

 

NANDO REIS - ME DIGA

“Então me diga
Se você ainda gosta de mim
Porque de você eu gosto
Isso não deve ser assim
Tão ruim”

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E a sua primeira vez? Como foi?

Beijosssssssssssssss, boa sexta. :)

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Como não é segredo para ninguém, não sou muito fã de MSN (leia: falta de coordenação psicomotora para lidar com duas ou mais coisas ao mesmo tempo) e, embora goste dos emails, não tenho muito tempo para responder - por conta do trabalho. Não é frescura não. É falta de tempo mesmo. Mas, vou respondendo com atraso, na medida do possível. Portanto, não me odeiem (por isso, só por isso. Pelo resto, pode odiar).

Mas, dias atrás andei fazendo uma “limpeza” na caixa-postal do Hotmail do Incompletudes, dos emails que estou em débito (entenda: não respondidos). E, quase me matei de tanto rir. Meu Deus do céu… vocês são muito estranhos! rs rs rs (leia também: olha quem fala!). Assim como nesta semana me enviaram e-mails perguntando a questão do “Cú” da Urban, outros desse tipo também surgem por aqui.

Não sei se isso ocorre com todos os amigos blogueiros (Por favor, sejam gentis e respondam se isso acontece com vocês, obrigado), mas, minha caixa-postal vive lotada com perguntas. Então, separei algumas (entenda: as mais esquisitas), para vocês terem uma idéia - além de algumas observações recebidas dos meus queridos leitores. 

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AVISO AOS NAVEGANTES: todas as perguntas e observações são verdadeiras, foram feitas por email, e este blog se reserva ao direito de não identificar seus remetentes, mas não de deixar comentário sobre as dúvidas. Então, não se sinta ofendido, triste ou algo do gênero. Todo mundo sabe que eu não levo nada muito à sério. Especialmente, coisas referentes a própria que vos fala. Portanto, não chorem, nem tentem cortar os pulsos com Bolacha Maria. Se você foi citado nas perguntas, não adianta perguntar, eu não vou contar quem perguntou! Ética “blogueira”…rs..rs..rs

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CATEGORIA: AS MAIS PERGUNTADAS  

 

1. As fotos do banner são suas mesmo?

Sim, são minhas. Eu tinha uma bunda falsa, mas os “menininhos” ficavam tristes quando descobriam que a bunda não era minha. Então, decidi expor a verdadeira, que é muito pior que a original.

2. Você tem um caso com algum blogueiro?

Sim, com vários. Inclusive, promovemos orgias em conjunto….( rs rs rs rs rs brincadeira hein gente!)

3. Você topa sexo virtual via MSN?

Não tenho indicação médica. Estou com tendinite. Tenho que ficar afastada dos Movimentos Repetitivos. É… a tal da LER (Lesão por Esforço Repetitivo) pega todo mundo mesmo… ;)

4. Você quer comer minha mulher?

Possivelmente, mas, só se ela for gostosa e inteligente.

5. Por que você não coloca uma foto do seu rosto?

Por que eu sou um tanto “doida”, mas não sou burra não é mesmo? dãaaaaa….rs.. Falando sério, não posso. Sou quase uma “jornaleira”, ops, digo, jornalista respeitada. Entenda: já consigo pagar meu aluguel. Não posso falar da minha vida miserável.

6. Você é jornalista mesmo?

Infelizmente. E, ganho pouco. Nem adianta achar que trabalho na Globo.

7. Essa história (que você contou no blog) é real mesmo?

Todas as histórias são reais (passadas por mim ou por alguém que eu conheço). Sei que são chatas, mas disfarça né????? rs rs rs

8. Por que você não responde os comentários e emails do blog?

Por que eu sou uma insensivel, desnaturada, que não está nem aí para os seus comentários. ***Brincadeirinha…rs.. é falta de tempo mesmo.! :(

9. Você tem namorado?

Claro, é lindo, gostoso e tem olhos azuis. Quer provar? Eu provo, aprovo…rs..e deixo…

10. Você já fez ou faria um mènage a trois?

Cheguei perto uma vez, qualquer dia conto aqui. Se faria novamente? Claro! Mas meu namorado não gosta muito da idéia não….

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CATEGORIA: AS COM UM GOSTINHO DE “FOFOCA”

 

1. Você tem um caso/namora com o G., do Sobretudo de Lona?

Claro, peguei tendinite por causa do G. De tanto turismo sexual virtual que fizemos…. (***brincadeirinhaaaaaa)

2. Por que você chama o G., de “Crocodilo”? Ele te mordeu? 

Não. Ele não me morde. Eu mordo ele..rs..

Mas é por causa do Nelson Algreen, um escritor americano, tão “festivo” como o G… Simone de Beauvoir chamava o Algreen (que era seu amante…. viu… eu e o G., o G e eu..eu, o G., e a tendinite…rs…rs..rs..) de Crocodilo.

3. Você e o G. são alcoolatras?

Sim, eu e o G. estamos nos dez (ou serão doze???) passos do A.A… Um dia de cada vez G.,… Um dia bebo eu, outro dia bebe ele… rs rs rs rs

4. Como você aguenta o G.?

Por que estou na crise dos trinta anos, da mulher que não vai ser mãe… e o relógio biológico fica berrando… Então, decidi adotar o G.,…. Ele deixou, azar o dele!!!! rs rs rs …. Tá certo, tá certo que ele é mais velho que eu, e essa maternidade seria um tanto esquisita… mas, e daí? Cada um com seus problemas… (Né G.,..rs.. não briga comigo não!!! rs..rs.rs.rs… Tá dormindo direito? Já deu um sorriso hoje??? Parou de fumar??? Fez o exame do pulmão??? Anda comendo as estagiárias, como eu recomendo??? rs rs rs).

G., me perdoe as brincadeiras….você sabe que você tem sempre uma amiga por aqui…rs….

5. Você conhece pessoalmente algum blogueiro?

A B., do blog A Vida Secreta.

6. Como é a B., da Vida Secreta?

Gostosa. Não, não provei…. ou Melhor, provei…. do doce que ela fez para mim! ;)

7. Por que você não toma partido nas brigas dos blogs?

Por que eu já passei da idade escolar.

8. Por que o Entremeados (Daniel) diz toda hora que te ama? Ele é seu namorado?

Por que ele me ama óras!!!! rs rs rs

Não, o Danielzinho não é meu namorado. Ele não me quer… ó céus, ó vida, ó azar….

9. Em que eu não devo confiar nos blogs?

Hummm… Deixa eu pensar…. Acho que o Mr. Almost não é boa companhia, o RM, o Bob, o Alec, o Andarilho, os Ricardos, vixe…. Das meninas, a Mara, vixe…. a Urban, deus me livre, a Andreia, a Lys, ai ai… a Celine então! e a Outra, essa ai nem pensar…. e as Diphusas e Amèlies da vida, então???? sem chance….rs..

*** Brincadeira

PS: em mim você pode conviar, juro……. (rs rs rs)

10. Por que você diz que uma menina (Clarissa) é sua namorada?

Por que ela seria a mais linda e a mais perfeita das namoradas…. Mas, ela merece coisa melhor…. e eu já tenho namorado….

 

CATEGORIA: AS MAIS CURIOSAS

 

1. Qual sua altura? e o seu peso?

Hehehe… essa é pra saber se sou gordinha…rs….

1.66…

Peso: rs rs largue de ser indelicado!

2. Você não tem medo do inferno não?

Só se o Diabão quiser enfiar aquele espeto todo em lugares impróprios……

3. Você aceitaria me bater?

Whatttttttttttt????????????????????

eu sou da paz……  rs rs rs

4. Se você fosse um personagem infantil, qual você seria?

Lógico que a Magali né….

mas, pra que você quer saber isso meu filho?????

5. Que horas você acorda?

?????????????????????????????

6. Você já tentou suicídio?

Duas vezes: a primeira tentei cortar os pulsos com o cartão de crédito (limite estourado) , a segunda vez foi com a Bolacha de Maizena Maria (eu estava me pesando….)

7. Você é meio tarada, não é?

Não, não…. impressão sua…. Nem meio, nem meia….. Eu sou inteira……

8. Posso te lamber?

Até que enfim uma pergunta decente!!!!!! r rs rs rs

9. Você viu o “Cu” da Urban?

Não, ela não deixou…..rs

10. Como é o “Cu” da Urban?

Ow! Pergunta para ela né…. Bateu no “cu” errado…rs…. Passa lá no Eroticidades…..

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UFFA!!!!

Não disse que vocês são esquisitos???? rs rs rs

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e aí, MORE QUESTIONNNNNNNNNNNNNNNN???????

. :)

 .

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Cena:

K., trabalhando em seu doce lar, por volta das 21h00.

K., olha para a tela do seu notebook.

K., olha para sua estante balançando.

K., pensa: ué???? a estante está tremendoooooooooooooooooooooo?

Pensamento Insistente: “eu juro, eu juro, eu juro que não bebi”.

K., vê os livros saltitantes, o chão tremendo….

Pensamento Insistente 2: “não enlouqueci, não enlouqueci, não enlouqueci”…

Pensamento Insistente 3: “Eu não bebi e a terra está tremendo… eu não bebi e a terra está tremendo…. owwww god, que efeito novo é esse?”

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Uffa, K., vê a notícia que São Paulo tremeuuuuuuuuuuu…..

Que alívio! Não estou louca! :)

ainda.

K. Balança mas não cai…………………… ;)

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Estou em dívida com muita gente. Eu sei. Estou trabalhando demais. Eu também sei. Estou num período “bicho do mato”. É verdade. Então, a primeira coisa que resolvi fazer é responder as minhas duas lições de casa, passadas pelos meus queridos “Cus”, Lys, Urban e Bob (assim, quem sabe, consigo manter os amigos virtuais..rs.. porque os reais, já se foram faz tempo!).

Ah! Respondendo aos emails perguntando por que eu chamo a Urban de “Cu”, e a “Cu”, digo, Urban, me denomina da mesma forma…rs.. na realidade existem algumas pessoas que eu costumo visitar os blogs com mais freqüência e que me visitam também sempre. Estes, tomei a liberdade de chamar de “Cus”: as “Cumadres” e os “Cumpadres”, como na barra lateral.

Então, não se preocupem. Não andei averiguando os paises “baixos” da Urban não… conforme, sugerido pelo email recebido… ;) E, querem saber??? Parem de se preocupar tanto com o “Cú” da Urban..rs… cada um que cuide do seu! :)

Urban do céu…rs.. (ou seria do inferno?), o que andaram perguntando pelo seu “cú”… interesse nacional, pelo menos na blogsfera…

Vamos às tarefas:

 

SEIS COISAS QUE AMO


A querida Lys pediu para listar seis coisas que amo. Como eu quase não falo sobre mim aqui, não é mesmo..rs..rs..rs…. está ficando difícil não cair “na mesmice”. Por exemplo, quem não sabe que eu amo torta mousse de chocolate? Ou que minha paixão das paixões é Paris? Ou que eu gosto de perseguir mendigos interessantes? Que amo fotografia? Que gosto de cozinhar? Ou, ainda, que sou viciada em cafés? Tá vendo? Já sabem tudo..rs…
Mas, hoje, vou aproveitar o “meme” passado pela Lys, pra dizer especificamente de uma das coisas que mais amo na vida: ler. Então, separei algumas coisas que gosto, e são hábitos, em relação à leitura e, literatura.

 

  • 1. Amo comprar livros. E, desenvolvi um “hábito” em relação a isso. Faço pelo menos uma compra grande por mês em um sebo, que tem próximo de casa, e vou pelo menos de quinze em quinze dias na livraria cultura ou saraiva ou siciliano. Lá, fatalmente, também, acabo comprando outros livros. Assim como as contas fixas (luz, água, telefone..etc), a “verba” para os livros também está garantida (meu limite mensal – que se não me controlar extrapolo todos os meses – é de R$ 250,00).

 

  • 2. Amo a revista Entre Livros. Compro sempre, além das edições especiais. O site também é bacana. Dá para ver algumas resenhas, etc.

 

  • 3. Amo ler a revista da Academia Brasileira de Letras. Eu sei. É “erudita” demais. Mas, primeiro que a leitura é gratuita (na internet), e segundo gosto de saber o que nossos intelectuais pensam e como se expressam (mesmo que não entenda ou discorde, às vezes). São cerca de 25 edições à disposição – bem que poderia ser mais freqüente, isso sim! Para quem quiser saber mais www.academia.org.br, em publicações e Revista Brasileira.

 

  • 4. Amo alguns sites que falam sobre literatura na internet. Existem vários, que me são muito úteis em pesquisas. Mas, se fosse para escolher o que mais gosto é o Digestivo Cultural – pelas constantes atualizações, discussões e diferentes visões. Em termos de blogs, que também têm vários interessantes, tenho que dizer que a grata surpresa é o Clube do Livro.

 

  • 5. Amo os programas de TV que falam sobre literatura. O meu preferido (e sem puxar o saco..rs.. por que é